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domingo, 18 de março de 2018

André Fausto & Os Companheiros de Aventura no Baile das Camélias 2017

O Baile das Camélias voltou este ano a surpreender todos os seguidores-participantes, (mais de duas centenas), com com mais uma magnífica decoração do salão nobre da S.U.Sintrense.

A par da decoração que já tem uma longa história, o grupo de baile Vise Versa, igual si mesmo, e um dos melhores a nível de reportório musical para dançar, abrilhantou a noite.
Este ano a direcção S.U.S. presidida pelo ilustre Sintrense Fernando Pereira voltou a promover gente da terra, numa parceria com a Casa das Cenas de Sintra. 

O novíssimo grupo-banda internacional de Música Tradicional Portuguesa de Fusão, com as suas origens em São Martinho de Sintra, denominado, André Fausto & Os Companheiros de Aventura, tocou e cantou temas tradicionais, com um cheirinho " ao Bailarico Saloio" encantou e entusiasmou os associados e o povo Sintrense.

Mais um ano que a S.U. Sintrense cumpre a tradição, inovando em parceria com a Casa das Cenas, com a participação dos Sintrenses em grande numero e a contribuir, desse modo, para a Vila de Sintra, ser palco do Baile das Camélias, tradição ímpar no Concelho de Sintra.


André Fausto & Os Companheitros de Aventura -  vila de Sintra,
a promover o lançamento do EP Sê Tu Todo. Uma Edição da Casa das Cenas.
                               Ver e Ouvir

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sintra - Mitos e Lendas | Centro Interativo versus Espaço MAM | Hora do Conto em Sintra


We will take you on an amazing half journey through the stories
and places that since the immemorial time, in a interative visit, fill this region of mystery
and make Sintra one the most pleasant places in the world.
Local: Tourist Office of Sintra
Openning hours. 9.30 to 17.00
www.visitlisboa.com
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Before ou afher visit the Myths and Legends,
the group may can see and hear a story  from the sea
 " Sharing a Shel as House" by a storyteller alive.
Sinopse: join Crab, Blob and Brush in the rock pool
for a sparkly story of sea, shells and friendship.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Histórias para Mudar o Mundo 2014

O Conto dos Chineses pelo contador de histórias Jozé Sabugo


Hora do Conto - O conto dos Chineses em Sintra
O conto dos chineses nasce da mestria da narrativa de José Cardoso Pires, considerado um dos mais importantes escritores do século XX.  A História de um homem, das suas filhas e de dois chineses. As diferenças culturais desapareceram através da sensibilidade e do respeito de cada um, como vida unas e complexas.
Na caracterização do ambiente do Patio Sem Cantigas em Sintra a pianista Cecília Bettecourt, dando corpo musical ao conto contado pelo contador de histórias, Jozé Sabugo, sintrense ibérico, em rede com o Mundo e membro da R.I.C.H e criad


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A água é um direito de todo e qualquer cidadão do Mundo



Ler em Sintra, preservar o património, defender um bem público.

«A água é um direito e, assim, a luta em defesa da água tem de ser travada no plano da informação, do debate e da defesa deste bem público. A defesa da água, pela água como um direito, direito esse público, como elemento essencial à vida, à saúde e a todos os setores produtivos, tem assumido um papel determinante em todo o mundo e também em Portugal, onde são muitos os exemplos de mobilização em torno da defesa da água»,  Pedro Ventura, Vereador da Câmara Municipal de Sintra.  Posted by José A.S. Figueira

domingo, 28 de julho de 2013

Casa da Lusofonia em Sintra um tributo a Agostinho da Silva

Na Vila de Sintra, junto ao Rio do Porto, conhecido actualmente pelo estacionamento livre, existe o que já foi outrora uma Quintinha, Casa essa, que outrora já foi prometida para Museu da Artista Plástica Dorita Castel Branco, devia virar Casa da Lusofonia para dessa feita prestar um tributo ao Lusófono Maior Mestre Agostinho da Silva.
Contou-me as Pedagogas e Artistas Plásticas Mª Almira Medina e Zulmira Oliva que o Mestre era um assíduo visitante de Sintra e que numa das vezes que o professor as visitou em Monte Santos (Sintra) lhes falou que gostaria de ver se fosse possível um espaço onde a cultura de Língua portuguesa tivesse o seu Observatório. Ora, verdade seja dita, nunca a língua portuguesa esteve tanto na moda e interesse. Que o diga a China e a Rússia por causa de Angola. E venha o sonho que a arte de realizar o bem aos povos está no amor dos homens de boa vontade.


QUADRAS - AGOSTINHO DA SILVA
Acho que Deus não escreve

e também que Deus não fala 

e que nos sustenta vivos
a vida que nele cala. 


A face oculta da lua 

só banha de seu luar 
aqueles que não o vendo 
o sabem imaginar.


Amor a cada dia que nos surge

só amando o teremos merecido 
recusando morrer a cada dia
que sempre o maior bem é ter nascido.


Amor à vida no tempo

corra bem ou corra mal
dá a força de voar
ao que seja intemporal.



É só bem dentro de nós

que o projecto se anuncia 
se retoma se reforma
e se solta à luz do dia.


E venha filosofia 

teologia que farte
o que se pense de Deus 
é só de Deus uma parte.
                                               Posted by José A.S. Figueira

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Histórias para mudar o Mundo aconteceu na Festa da Hora do Conto 2013 em Sintra

"Venham mais cinco... um dia ainda lhes vou agradecer...por encherem o meu coração de Alegria" Jozé Sabugo
Festa da Hora do Conto 2013 na foto em Lourinhã,
 Uma iniciativa da Casa das Cenas - Educação pela Arte . Ver mais detalhes no blog  da Festa da Hora do Conto.   Posted by José A.S. Figueira





sábado, 18 de maio de 2013

Jozé Sabugo com Pedro Zigga nos Museus de História Natural | Sintra

Biló e o Botão de Rosa de Claudio de Brito no Museu de História Natural em Sintra
nas Comemorações do Dia Internacional Dos Museus
Com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e pPortomuseus.

Posted by José A.S. Figueira



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Museus de História Natural | Sintra com a Hora do Conto - Biló e o Botão de Rosa


Livro editado pela Editora CasadasCenas/GrupoAcusa
A Casa das Cenas – Educação pela Arte através do  Grupo Acusa Teatro vai levar a efeito no Museu de História Natural em Sintra, pelas 16 horas, a Hora do Conto – Biló e o Botão de Rosa de Cláudio de Brito, numa animação pedagógica, pelo contador de histórias Jozé Sabugo acompanhado à viola pelos músicos Pedro Zigga e Jan Gomes.
Com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e pPortodosMuseus.

FAZER USO DA MEMóRIA
Em 1995,  a Hora do Conto - Animação do Livro e da Leitura, com o livro Patinho Feio de Hans Christian Andersen, deu os primeiros passos em Sintra, quiçá em Portugal, na Biblioteca Municipal de Sintra, ainda no Palácio Valenças. 
Em 2007, pelas comemorações do dia Internacional dos Museus, dia 18 de Maio, a Hora do Conto - Animação do Livro e da Leitura, com o livro História do Grilo que Queria Ser Amarelo de Carlos de Melo, faz a sua estreia em Museus em Sintra, quiçá em Portugal, desta feita, na Casa-Museu Anjos Teixeira em Sintra.

                                                       Consultar o Catálogo Nacional
                                             " Dia Internacional dos Museus em Portugal" AQui

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MAGRUGADA, de Maria Almira Medina, um livro inspirador.


A Maria Almira Medina sempre ajudou os mais jovens e menos jovens, herança do pai com a seriedade da mãe. A Maria Almira sempre escreveu com uma visão cultural e crítica. A Maria Almira Medina sempre foi à frente e desde muito cedo. O livro Madrugada, publicado por amigos do Porto em 1956, na clandestinidade, voltou a ver luz pela mão de um antigo aluno e amigo Carlos de Melo, que quis que fosse editado pela Sintrense Casa das Cenas -Educação pela Arte, Associação, onde sempre deu a mão e que é "Madrinha". Em boa hora a SELENE - Culturas de Sintra, do poético Jorge de Menezes, entre outros, apresenta a Madrugada de Maria Almira Medina, a outros públicos, numa época em que o sonho e a esperança não pode deixar de comandar a vida.
Esta singela homenagem vem fazer jus à grandeza de uma escritora, pedagoga e artista plástica a nivel Mundial.  Bem hajam a todos os possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e poetas portugueses. O texto que transcrevemos a seguir é da responsabilidade de um jornalismo independente, SELENE, enviado por net como meio de divulgação da sessão de apresentação.
"A noite paira no mundo... isto vem num poema de Maria Almira Medina, escrito na década de 1940, mas não é hoje verdade também que a noite do pesadelo capitalista paira no mundo como a sombra de um horrendo animal moribundo, só capaz de gerar monstruosas diferenças sociais, injustiça, e
toda uma série de patologias associadas à profunda depressão que se vive? Como cortar a cabeça à horrível hidra? Como transformar o velho homem num homem novo, aquele visionado, desejado, anunciado pelos homens mais sábios da humanidade há muito tempo já, mas que teima em não surgir? Questões que pareciam arrumadas por um primário capitalismo triunfante, manifestam-se de novo com toda a acuidade. Neste ambiente que vivemos, o livro de poemasMadrugadade Maria Almira Medina, publicado clandestinamente em 1956, e vindo à luz em 2011 pela mão da sintrense Casa das Cenas, é um foco de luz no meio das espessas trevas que nos rodeiam. Porque precisamos de livros que nos falem de esperança, que despertem em nós a capacidade de idealizarmos um mundo melhor para vivermos. Selene - Culturas de Sintra debruça-se nesta edição do Outono de 2012 sobre
um único livro, um livro à procura do seu tempo histórico, um livro em demanda do seu lugar na história da poesia portuguesa. É o nosso contributo para que se realize justiça. (....) Fiéis à nossa matriz, continuamos a privilegiar uma visão cultural e crítica, e a firme defesa de um jornalismo independente."
Bem hajam a todos os que possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e dos poetas portugueses, bem como da poetisa maior sintrense Maria Almira Medina. Posted by José A.S. Figueira

sábado, 15 de setembro de 2012

Assim não dá - um desabafo de um Sintrense


Nasci na Freguesia de São Martinho na Vila Velha, no Hospital da Santa Casa da Misericórdia, passei a minha infância e criei o Grupo Acusa Teatro na Freguesia de Almargem do Bispo, estudei no secundário e me emancipei na freguesia de Agualva Cacém, finalizei os estudos obrigatórios na freguesia de Sta Maria, frequentei as praias da Freguesia de São joão das Lampas e Colares, ajudei a crescer o Centro Internacional de Escultura na freguesia de Pêro Pinheiro, fiz parcerias na freguesia de Rio de Mouro, Mercês e Mem Martins e Queluz, tenho família na freguesia de Belas....sou Sintrense, e voltei, passados mais de quarenta anos, à freguesia de São Martinho, criar  o Atelier Mª Almira Medina | Catedral da Hora do Conto (Casa das Cenas - Educação pela Arte) e resido atualmente na Freguesia de Montelavar. Sinto que todas as freguesias do Concelho de Sintra fizeram e fazem parte da minha liberdade de expressão e se alguma deixar de existir foi porque o sistema fez predominar o seu poder. Na minha memória, continuarão a existir todas as freguesias como um território uno e especial. Assim Não dá.  já não se respeita a História, onde os 30 cavaleiros donatários de Sintra se instalaram depois do foral de 1154, onde os templários de Gualdim Pais zelaram pela fé, que viu o nascimento do Chão de Oliva e a Xentra moura, ajudiaria e a alpendrada e a morte de reis, a construção do Lawrence e do Hotel Nunes, acolheu Ferreira de Castro e escutou Zé Alfredo, não pode ser engolida por uma mera decisão administrativa. E o povo pá?.
Independentemente duma reorganização administrativa que vá de encontro às populações a história conta-nos que juntar para governar nunca foi uma solução pacífica. Esperemos que o seja para bem de Portugal.
Como escreveu Dante Alighieri, “a vontade, se não quer,não cede. É como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se quer abafá-la”.
Ainda assim, com as Uniões de freguesias continuarei a realizar e a criar no Concelho de Sintra. Próximas produções seguem dentro de momentos. Posted by José A.S. Figueira

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sintra Memória

Se a memória de Sintra, fosse escrita por faunos, druidas e carpins ou outros ente-deuses do monte da Lua, tudo seria poesia, tudo seria harmonia. Tudo seria vivificado e comtemplado. Mas, entre isso e coisa nenhuma, é bem melhor um texto com dedicatória e à memória de R. Bulhão Pato e de todos os que em cena visitaram esta Sintra Deambulada do Fernando. Obrigado amigo.
Maria Almira Medina na Casa das Cenas na Vila Velha Sintra
Sintra Deambulada
Em espectral viagem, partida, sabendo a serra ao lado, a milenar guardiã e larvar berço de lendas e histórias, de mouros e cristãos, visionários reis e viajantes, aristocratas e feiticeiros, espantados com o renovado verde, em presépio aninhando casas, palácios, fontes e miradouros. Em volta batem ritmos e matizes, surpresas e ilusões, alunos chegam para a escola que recomeça, funcionários para o serviço, senhoras para as compras, reformados para o jardim, agrilhoados contribuintes a prestar o dízimo e utentes contando cêntimos para pagar a água.
Fugindo da selva de intrusivos carros e denudados arrumadores, é a Partida para Shangri-La, deixando para trás os anzóis do Brancana e os seguros do Catarino, a garagem agora azul, a Ideal e o prateado Faria, antes da Vila e dos skaters invadindo a Estefânea da Marrazes e Simões, do Tirol e Monserrate, dos chineses dos alguidares e das velas, e também dos bancos, essas casas de usura predadoras dos fracos.
O Carlos Manuel do povo fechou, e, aristocrático, vestiu roupa nova, casa de ópera e Cadaval, desaparecida plateia de filmes a cinco escudos, do John Wayne ou Cantinflas. E também de Maria João Fontaínhas e Alvim, operários da cultura do tempo em que não era proibido sonhar. Também o casino fechou, sinuosa roleta o entregou em tempos a coleccionadores de metal agora debandados, pálido e amarelecendo.
No trilho da vila, chamado pelo silvar ventoso e perfumado da serra, a Correnteza, miradouro e varanda, parapeito de amores e de pombos, do Larmanjat ninguém já lembra, ondulante e inseguro. Como sempre, passam turistas e mirones, a descobrir o éden terreal, e rostos de muitas estações, baptizados e funerais, festas do cabo e da vila, cúmplices envelhecendo com a serra, fria no Inverno e cacimbada no Verão.
A viagem espectral aproxima-se do burgo, ecoa o som cadente dos cavalos, pretérita lembrança de reis e burgueses, de Maias e Calisto Elói, de Garrett e Zé Alfredo, Anjos Teixeira ou M.S.Lourenço. Vernacular, o torreal município é porta de entrada e fronteira, o leão de pedra o guardião, palpitantes os sentidos à vista da miríade encantada, a curva do Duche, o canelado odor da Sapa, o Valenças e as mansões, a água da fonte mourisca, jorrando cristalina. E o Grande Maior, da feiticeira Llansol, as camélias de Nunes Claro, o Carvalho da Pena cavalgando as nuvens, druida e fauno da serra e dos lagos.
Ofegante chega enfim a vila, utópico altar, lusitano reino dum palpável Parnasso. Não se vêm, mas escutam-se, Maria Almira, Rui Mário, Jorge Menezes, generosos actores de muitas gerações, danças medievais e bailes das camélias, os vitoriosos patins de Raio e Cipriano. E gulosos se saciam os sentidos com segredos de açúcar em orgias do paladar, à sombra tutelar do Paço.
Apurados os sentidos, a escadaria enfim, para hipnotizados mirar o castelo e invisíveis ogres lançando caldeirões de azeite, catalépticas bruxas invadindo a noite em invisíveis vassouras, e em ruidoso silêncio, escutar os passos dum rei prisioneiro, o ecoar das festas joaninas, Camões lendo para o jovem rei alucinado, a condessa d’Edla e Viana da Mota, acorrendo ao repicar do sino em S. Martinho.
Invisíveis faunos e visíveis heróis, incensados e perdidos, esperançosos e idealistas, tomam lugar enfim no camarote do Tempo, escoltados pela Nação dos Pássaros, as camélias e as fontes todos abraçam, anunciando o lauto festim da noite, à sombra da argêntea Lua.É Cynthia e o seu sortilégio.
Nota: Este texto é dedicado à memória de Raimundo Bulhão Pato, desaparecido do mundo dos vivos em 24 de Agosto de 1912, fez agora 100 anos.
Saudações Amigas do
Fernando Morais Gomes

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em prol de iniciativas de dinamização, preservação e embelezamento do edificado e do não-edificado sintrense passo a transcrever uma mensagem, do passado 12.08.2012, do projeto cívico Sintra em Ruinas de Filipe de Fiúza. Obrigado.

Amigos Sintrenses,

Dói imenso quando o nosso corpo está aberto em feridas e de dentro de nós jorra sangue vivo, dói demasiado, daquela dor que ultrapassa o inexprimivelmente humano, quando a habitação do nosso ser está minada com um mal encoberto que vai arruinando lentamente a vida. Assim acontece com a nossa querida Vila de Sintra e em geral com o concelho, totalmente corroída por edifícios e casas sozinhas, perdidas, abandonadas, mal tratadas, em ruínas. Por aqui e por ali estão e vão apodrecendo e levando ao mais triste e sorumbático cenário, ora esquecidas por proprietários em fim de vida ou sem vontade nem dinheiro para as recuperar, ora ignoradas pelos cidadãos que diariamente passam e pouco vão almejando mudar na sua ordinária paisagem, ora alheias ao poder local que na inércia dos seus esquemas de interlúdio e burocracias profissionais impossibilitam iniciativas importantes para o embelezamento do edificado sintrense.

Neste projecto cívico Sintra em Ruínas procurámos retratar um pouco da realidade diversa do problema da reabilitação do edificado urbano, histórico e rural evitando como muitos fazem falar ou escrever sem conhecer o terreno e a verdadeira realidade. Durante 7 meses, entre Janeiro e Julho de 2012, percorremos, fotografámos e publicámos as mais variadas casas e edifícios na Vila de Sintra e arredores. Acreditamos que o trabalho realizado é o suficiente para reflectirmos sobre o tema partindo do conhecimento da realidade e podendo de forma mais lúcida propor à sociedade soluções para corrigir o problema, seja ao cidadão, ao proprietário ou ao poder local.
Sejamos melhores cidadãos, lutemos por aquilo que vale a pena, a Vila e o Concelho de Sintra merecem.
Bailarina em risco de Ruir [pintura a óleo] de Ana Clara
 

O espaço da Casa das Cenas - Educação pela Arte, Atelier Mª Almira Medina, na vila velha, é um dos exemplos que a edil Sintrense proporcionou e contribuiu para a dinamização, preservação e embelezamento do edificado sintrense. Mas muito mais há a fazer, isso é uma realidade aos olhos dos de Sintra e dos que a visitam de todo o Mundo.

sábado, 28 de julho de 2012

A Carta que virava folhetim

   Foi por esta semana, mas de 1870, que Ramalho Ortigão | Eça de Queiróz, escreveram um " Carta ao Sr. Redator do Diário de Notícias", que transcrevemos parte:
“Julho, 24 de 1870. – Acabo de ver a carta que lhe dirigi publicada integralmente por V. no lugar destinado ao folhetim do seu periódico. Em vista da colocação dada ao meu escrito procurarei nas cartas que houver de lhe dirigir não ultrapassar os limites demarcados a esta secção do jornal.
Por esquecimento não datei a carta antecedente, ficando assim duvidoso qual o dia em que fomos surpreendidos na estrada de Sintra. Foi Quarta-feira, 20 do corrente mês de Julho.
Passo de pronto a contar-lhe o que se passou no trem, especificando minuciosamente todos os pormenores e tentando reconstruir o diálogo que travámos, tanto quanto me seja possível, com as mesmas palavras que nele se empregaram.
A carruagem partiu na direcção de Sintra. Presumo, porém, que deu na estrada algumas voltas, muito largas e bem dadas por que se não pressentiram pela intercadência da velocidade no passo dos cavalos. Levaram-me a supô-lo, em primeiro lugar as diferenças de declive no nível do terreno, conquanto estivéssemos rodando sempre em uma estrada macadamizada e lisa; em segundo lugar umas leves alterações na quantidade de luz que havia dentro do coupé coada de seda verde, o que me indicava que o trem passava por encontradas exposições com relação ao Sol que se escondia no horizonte.
Havia, evidentemente, o desígnio de nos desorientar no rumo definitivo que tomássemos.
É certo que, dois minutos depois de termos principiado a andar, me seria absolutamente impossível decidir se ia de Lisboa para Sintra ou se vinha de Sintra para Lisboa.
Na carruagem havia uma claridade baça e ténue, que todavia nos permitia distinguir os objectos. Pude ver as horas no meu relógio. Eram sete e um quarto.
O desconhecido que ia defronte de mim examinou também as horas...
(…)”
Ora naquela época, ir de Lisboa a Sintra, era uma viajem lenta, romântica e de muita aventura tal qual hoje em dia, com uma diferença, os cavalos são outros.
                                                                                                      Sintra, julho 2012

Com o apoio e sugestão de  UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRLwww.unicepe.pt

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Malaca em Sintra. Povos Cruzados - 500 anos

A Associação Coração em Malaca com sede em Torres Vedras vem a Sintra para falar do que tem feito e do que há para fazer com a pequena comunidade de descendentes de portugueses em Malaca (Malásia). O encontro organizado pela Casa das Cenas - Educação pela Arte e a coordenação da presidente da Associação Luisa Timóteo tem como principal oradora a bolseira do Instituto Camões, Cátia Candeias. Esta iniciativa insere-se nas comemoraçõoes dos 500 anos da chegada de Afonso Albuquerque ao Oriente e a Malaca mais concretamente.
Palestra: Povos Cruzados 500 anos
Dia: 4 de Junho
Horas: 16.30
Tempo de duração: 1.30h
Local: Casa das Cenas - Educação pela Arte
+ info: 913243458 ou 939392193
Entrada: Donativo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Faz tempo que por aqui Sintra é notícia.


Faz tempo que por aqui Sintra é notícia sem "postar" (palavra cibernética que hoje é usual dizer-se). E porque motivo perguntarão os amigos de Sintra?

O motivo é simples e dito em poucas palavras. Falta de tempo e sobretudo de colaboração para manter um blog actualizado com tanta cena que se faz, se pensa, se conta, se liga, se especula sobre e em Sintra.

Umas das cenas que ainda obrigatório escrever é sobre a representação de Sintra através do Jozé Sabugo, contador de histórias da Casa das Cenas - Educação pela Arte no 3º Festival Estadual de Porto Alegre, em Outubro de 2010 e nas Comemorações do dia Mundial do Contador de Histórias também na Casa da Cultura Mario Quintana em Porto Alegre, RS, Brasil, no passado mês de Março de 2011.

Uma outra cena que é importante fazer nota e referir é a convivência e abertura do Turismo (posto centro histórico de Sintra) com uma nova dinânima pela Associação de Turismo de Lisboa.

A ultima cena de salientar é que os amigos de Sintra e da Vila Velha estão preocupados com a fuga dos serviços necessários à população residente, à população que trabalha e aos muitos visitantes/turistas que visitam o centro histórico de Sintra.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Do antes ao depois - Exposição de design


Até 30 de Maio de 2010, poderá ver em Sintra, Galeria Municipal de Sintra (edificio do Turismo) uma Exposição Retrospectiva (invulgar) de Design de Filipe Costa. A partir da minha visita à exposição e da nota do autor transcrevo o sentir " Do Antes e Depois - Exposição de Design". Quando o computador, tal como hoje o conhecemos, era pura imaginação, todo o desenho era executado com várias técnicas manuais. Mas foram, sem dúvida, essas técnicas que porporcionaram a computarização gráfica assistida. A sensibilidade, a inspiração e a criatividade, são factores que predominam na execução para a inovação de qualquer obra, quaisquer que seja as ferramentas que se utilizam. Utilizando múltiplas técnicas de execução para comunicar o seu trabalho, Filipe Costa vai do tempo do lápis ao rato do computador. A folha de papel, tal como o monitor é um espaço em branco, suporte onde nada existe e tudo acontece através de utensílios e ferramentas onde as mãos manejam o saber tornado arte. Uma verdadeira viagem pela simbologia da comunicação. A inovação a seu tempo é uma constante. O núcleo Ilustrações Vectoriais é o trabalho inovador mais recente e a prova disso. Doze ilustrações emblemáticas e representativas de Sintra e sua região de figurar em qualquer colecção ou Museu. A obra de Filipe Costa é conhecida do público em geral mas raramente indentificada com o autor/criador, visto ter sido "art director" na prstegiada agência de publicidade Suiço-Português, com algumas das suas criações distinguidas (1967, Mensão Honrosa do Grande Prémio de Publicidade do Diário de Lisboa e em 1968, 1º Prémio a preto e branco do Grande Prémio Rizzoli, Itália). Para poder continuar a mostrar a arte deste sintrense, do Penedo, Aldeia do Espirito Santo, Alcandorada na serra de Sintra, faz falta um museu dedicado ao concelho de Sintra, por exemplo o Heritage Museum de Sintra que tanta falta faz para concentrar num único espaço a representação do mais interessante e emblemático dos sintrenses e da sua história.
Ah! pode fazer uma visita ao seu site www.sentirsintra.com para entrar em contacto, caso o desejar.



Vatt Houk Rize

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sintra - Malaca, encontro de culturas com Papa Joe


MALACA foi povoada após conquista de D. Afonso de Albuquerque em 1511.

Foi terra portuguesa por 130 anos. Retirada a Portugal, pelos holandeses em 1641 e em 1805 os ingleses assenhoram-se do comércio e da administração da Peninsula de Malaca e, anexada à Malásia quando colonizada pelo Reino Unido. Em Malaca, vestígios dos holandeses e dos britânicos não têm significado. Da presença portuguesa ficaram raízes; muitas palavras extraídas do vocabulário luso e inseridas num crioulo; a religião católica, sempre ministrada por missionários portugueses e um Bairro Português genuíno, contributo ímpar para elevação de Malaca a Património Mundial da Humanidade pela Unesco.

500 anos depois, depois do ilustre Noel Felix, outro Português de Malaca, Sr. Manuel Bosco Lazaroo*, vem brevemente a Portugal, mais propriamente dia 09 de Maio de 2010. Vamos todos dar as boas vindas.

Dez anos atrás (de acordo com uma reportagem feita por Pedro Benevides e Sandra Felgueiras para a RTP), um Senhor tinha-lhe prometido uma viagem a Portugal e nunca tinha cumprido. O Sr. Araújo Gomes Costa, residente no Brasil, emocionou-se quando viu a reportagem sobre Malaca. Decidiu cumprir a promessa. Tal como aconteceu com Noel Felix a visita de Manuel Bosco Larazoo, Português de Malaca, a Sintra, à Casa das Cenas - Educação pela arte - Atelier Mª Almira Medina, já está agendada para as 16 horas de 16 Maio de 2010.

Estão todos convidados para este encontro de SINTRA - MALACA (antecipando as comemorações dos 500 anos da chegada de Afonso Albuquerque, o primeiro português a pisar o solo malaio).


*Mestre de Folclore Tradicional, Papa Joe, católico e descendente de portugueses, desde Dom Afonso Albuquerque, tem um papel activo em todo o Portuguese Settlement. Lider do Grupo de Folclore de S.Pedro em Malaca.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Casa das Cenas festejou com O Cortejo de Estórias de Caracteres o dia Mundial do Teatro

Aqui fica a mensagem anual do dia mundial do teatro
Sintra, 27 Março de 2010



O Dia Mundial do Teatro oferece-nos uma oportunidade de celebrarmos o teatro sobre toda a sua míriade de formas. O teatro é uma fonte de divertimento e inspiração e tem a capacidade de unificar as muitas e diversas culturas e povos que existem por todo o mundo. Mas o teatro é mais do que isso e também nos proporciona oportunidades de aprendizagem e informação. Faz-se teatro por todo o mundo e nem sempre num ambiente teatral tradicional. Os espectáculos podem acontecer numa aldeiazinha africana, perto de uma montanha na Arménia ou numa minúscula ilha do Pacífico. Só é preciso um espaço e um público. O teatro tem a capacidade de nos fazer sorrir, de nos fazer chorar, mas também deve fazer-nos pensar e reflectir. O teatro acontece devido a um trabalho de equipa. Os actores são as pessoas que se vêem. Mas existe um conjunto impressionante de gente que fica fora de vista. São elementos tão importantes como os actores, e as suas capacidades várias e especializadas tornam possível a criação de um espectáculo. Também elas devem partilhar os triunfos e sucessos que esperamos que ocorram. Dia 27 de Março é oficialmente o Dia Mundial do Teatro. Sob muitos aspectos, todos os dias deveriam ser considerados dias do teatro, uma vez que nos cabe a responsabilidade de dar continuidade à tradição de divertir, de educar e de esclarecer os nossos públicos, sem os quais não existimos. Dame Judi Dench – Mensagem de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sintra continua linda......

Quantas vezes esta imagem é "levada" para recordação de algum turista?
Quantas vezes já se comentou do estado lastimoso em que se encontra este conjunto arquitéctónico?
Quantas vezes por falta de atenção não prejudicamos o nosso olhar e o dos outros?
Quantas vezes por falta de alerta deixamos de cuidar o património que é de todos?
Sintra continua linda...mas anda com nodoas negras mesmo no centro da sua cara.

De fevereiro de 2010, quando esta Cena e Sintra foi publicada, muita coisa mudou. E este edificio também mudou. Foi recuperado e hoje está digno de nos poder orgulhar e de qualquer um, turista ou não, poder "levar" a imagem de recordação para casa.
Sintra continua linda, mas...ainda tem alguns pontos negros na sua cara mais fotografada . Vamos ajudar?