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sábado, 24 de agosto de 2019
Almira Medina - TRIBUTO
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Emanuel Salazar in Sintra
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Sintra - a natureza a partilhar com a Morrinha, o Sol e a Lua.
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Mais uma Hora do Conto - Animação do livro e da leitura, com um final feliz.
Desta vez com João Miranda mais o seu violão a acompanhar
o contador de histórias Jozé Sabugo, com o apoio da C.M.Sintra.
Obrigado aos pais, educadores, auxiliares de educação
e ao MU.SA - Museu de Artes de Sintra,
por tornar este momento uma lembrança
saudável para toda a criançada.
Uma Produção do Grupo Acusa Teatro
Another Storytime - Animation of the book and reading, with a happy ending.
This time with João Miranda plus his guitar to accompany
storyteller Jozé Sabugo, with the support of C.M.Sintra.
Thanks to parents, educators, education assistants
and the MU.SA - Arts Center of Sintra,
for making this moment a memory
healthy for the whole child.
sábado, 10 de janeiro de 2015
João Luis Silva, de Sintra, promove á mais de 10 anos a dinamização e animação Cultural Urbana
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| Musica nas Galerias Alto da Barra ! Oeiras Produção: Casa das Cenas - Educação pela Arte em Sintra ! Portugal |
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Uma Visita a Sintra cheia de Surpresas e de Arte
"E tudo começou assim...
Decorrido o almoço em pleno convívio com a natureza fomos fazer a volta do costume pelas ruas da vila despertando a atenção dos turistas pela alegria com que as crianças percorrem as ruas e sentem a história dos livros sobre Sintra saltar para a frente dos seus olhos (eu sou tipo guia/professora chamando a atenção para cada cantinho, cada pormenor), de repente ali mesmo numa rua ao lado do edifício do turismo fiquei um pouco mais à frente que o grupo e vi sobre uma porta escrito "HORA DO CONTO" pensei para comigo "Nunca vi isto aqui! E espreitei...". Qual não foi a minha surpresa quando vejo dois rostos sorridentes a olharem para mim e a convidarem-me para entrar. Expliquei de imediato que os tinha visto no museu...e disseram para chamar o grupo. Entramos e estava o Jozé Sabugo e o Pedro Zigga a almoçar uma tigela de sopa e pão com queijo numa mesa redonda no meio da sala, rodeados por um mundo de objectos saídos de todas as histórias de Horas de Conto ou de peças de teatro executados pela CASA DAS CENAS, para além de estantes com livros, instrumentos musicais, cadeiras antigas e muitos outros objectos que nos fizeram passar como um portal para outro mundo...este sentimento foi partilhado com as crianças e jovens que nos acompanhavam! E depois de algumas horas que nem foram contadas no relógio à conversa, enquanto cada jovem teve uma experiência musical em que cantaram e tocaram um instrumento. Em cada palavra trocada fomos aos poucos cimentando a muita vontade de fazer alguma coisa pela cultura...de fazer uma parceria...para os jovens, para todos aprenderem pela arte...pela vida!
Nesta sequência, a 4 de Outubro de 2014, decorámos o nosso espaço e recebemos o grupo (Acusa Teatro) da CASA DAS CENAS no âmbito da FESTA HORA DO CONTO 2014...estivemos poucos mas o momento aconteceu e correu muito bem ! Parabéns à CASA DAS CENAS."
Mas a lua não tem fundo
tem entranhas generosas
transforma a fome em fartura
dá-nos pão e dá-nos rosas.
Um dia fomos passear a Sintra, um grupo do CENTRO DE ESTUDOS & ARTES localizado nos Casais de Mem Martins, de mochila ás costas (bem fornecida de alimentos e água), sapatos práticos e chapéu na cabeça. Concordámos todos em começar o dia pelo Museu de História Natural e chegámos à porta à hora de abertura, a equipa do museu ficou surpreendida com a nossa chegada...expliquei que não tínhamos pressa e que todos os elementos do grupo se portavam muito bem, pois já é nosso hábito fazermos visitas a museus, exposições de arte, etc. Entretanto, veio a pessoa responsável dizer-nos que estavam à espera de um grupo com marcação de cerca de 100 pessoas, mas que podíamos entrar de imediato. Entrámos e surpreendentemente alguém muito simpático acompanhou-nos na visita mesmo numa situação de surpresa sem marcação (as coisas estavam a correr bem!)...durante a visita a responsável pelo museu chegou ao pé mim e disse que iria acontecer um momento de "hora do conto". Olhei para o grupo e todos acenaram que sim com a cabeça, a resposta foi imediata, íamos ter um lugar arranjado à ultima da hora para assistir ao conto "o marinheiro". Seguimos a visita no meio da confusão que cem crianças conseguem fazer num museu...e subimos finalmente ao piso de cima para ir assistir ao Conto. Todos se portaram bem e gostaram daquele momento tranquilo e cultural, sem percebermos ao certo que grupo de teatro era aquele, agradecemos e seguimos o nosso caminho, pois já estávamos cheios de fome. Organizámos o grupo e fomos direitinhos às mesas do Parque das Merendas onde habitualmente almoçamos, quando vamos a Sintra.
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| Postal da Casa das Cenas em Sintra |
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| Cartaz da Festa da Hora do Conto com o programa a passar no Centro de Estudos e Artes de Mem Martins |
Este texto acima foi retirado do Facebook do Centro de Estudos e Artes de Mem Martins e, é o testemunho de um Grupo que experiência um dia de Educação pela Arte em Sintra e participa de um roteiro cultural, " de fazer alguma coisa pela cultura.." Este feliz acontecimento leva-me a escrever quatro versos - numa quadra do livro " Um Tempo de Cata-Sol " de Maria Almira Medina de 2007.
tem entranhas generosas
transforma a fome em fartura
dá-nos pão e dá-nos rosas.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Porquê a Festa da Hora do Conto de 1 a 5 de Outubro de 2014 em Sintra
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| 3 crianças podia ser o titulo desta FOTO de uma sessão da Hora do Conto |
Uma festa é uma solenidade comemorativa destinada a pessoas ou fatos importantes, Esta Festa é destinada a pessoas, que partilham com pessoas, desde tenra idade, o mundo dos sonhos e a vida das palavras com musica e silêncios a acompanhar. Esta Festa é destinada a fatos importantes, tão importantes que são por vezes comemorativos, como é o caso do Dia Mundial da Musica, no dia 1, como o dia 5 de Outubro a República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. É um fato que o Espaço Mª Almira Medina também é comemorado no dia 1º dia de Outubro, portanto dia de Festa. Mais, esta 2ª edição da Festa da Hora do Conto também estamos a comemorar os 20 anos do Grupo Acusa Teatro. E tem sido uma Festa cada vez que nos cruzamos com crianças, jovens e séniores em Bibliotecas, Museus, Casas de Cultura, Cine-teatros, Associações culturais, escolas do ensino básico e secundário e claro em Jardins de Infância.
E é por causa destas festas todas, ao longo do ano, que queremos fazer uma grande Festa como esta, para continuar a preservar a oralidade e a palavra escrita; função e objecto de desenvolvimento cultural
das comunidades urbana e rural.
APAREçA na FESTA.
Mais info: festadahoradoconto.blogspot.pt
APAREçA na FESTA.
Mais info: festadahoradoconto.blogspot.pt
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Sintra, Visitar e Conhecer
Visitar e Conhecer
Aproveite para conhecer o património e paisagem cultural e as pessoas que preservam e dignificam o " Eden Glorious " nas palavras do viajante e poeta Lord Byron.
Aos domingos os munícipes do concelho de Sintra podem visitar gratuitamente (munidos de um comprovativo em como residem no concelho) os Palácios da Pena, Palácio da Vila, Monserrate, Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos, Palácio de Queluz. Bem pertinho da Piriquita e Páteo Sem Cantigas se tiver tempo e curiosidade visite o Espaço Maria Almira Medina | Hora do Conto Projeto da Casa das Cenas - Educação pela Arte. José António Soares Figueira
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| Desde 1 Outubro de 2009 |
Aproveite para conhecer o património e paisagem cultural e as pessoas que preservam e dignificam o " Eden Glorious " nas palavras do viajante e poeta Lord Byron.
Aos domingos os munícipes do concelho de Sintra podem visitar gratuitamente (munidos de um comprovativo em como residem no concelho) os Palácios da Pena, Palácio da Vila, Monserrate, Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos, Palácio de Queluz. Bem pertinho da Piriquita e Páteo Sem Cantigas se tiver tempo e curiosidade visite o Espaço Maria Almira Medina | Hora do Conto Projeto da Casa das Cenas - Educação pela Arte. José António Soares Figueira
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Casa da Cultura de Mira Sintra apresenta Menina Girassol de Mª Almira Medina
| A Casa da Cultura de Mira Sintra recebe pela primeira vez a Professora e Pianista Cecília Bettencour companhar Jozé Sabugo na Hora do Conto |
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Jozé Sabugo | Hora do Conto - Animação do livro e da leitura em imagens
Desde 1995 a Contar Histórias [ Jozé Sabugo]
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
A água é um direito de todo e qualquer cidadão do Mundo
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| Ler em Sintra, preservar o património, defender um bem público. |
«A água é um direito e, assim, a luta em defesa da água tem de ser travada no plano da informação, do debate e da defesa deste bem público. A defesa da água, pela água como um direito, direito esse público, como elemento essencial à vida, à saúde e a todos os setores produtivos, tem assumido um papel determinante em todo o mundo e também em Portugal, onde são muitos os exemplos de mobilização em torno da defesa da água», Pedro Ventura, Vereador da Câmara Municipal de Sintra. Posted by José A.S. Figueira
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Apresentação na Biblioteca de Montelavar do CD da Hora do Conto - Animação do Livro e da Leitura em Espaços Vivos
| Lançamento do CD Hora do Conto na Biblioteca de Montelavar |
O lançamento da obra, Inédita, com design e ilustração de Jorge Cardoso, numa edição de 500 exemplares, foi um acontecimento em que a Biblioteca de Montelavar se estreou ao público nesta iniciativa única.
Volvidos mais de dez anos, Jozé Sabugo continua a contar, a escrever e a editar histórias e a Biblioteca, que podia se chamar, Biblioteca Maria Amira Medina, espera por outra iniciativa e promoção, agora com reportagens, noticias e muita divulgação para contar a história da cultura e património local, muitas vezes esquecidos como este facto histórico que acabo de contar. E o que mais me custa contar, é que faltou lá o meu amigo Cláudio para O Patinho Feio, A Menina Girassol ou o Biló e Botão de Rosa contar em gesto de agradecimento para todos presentes. Posted by José A.S. Figueira.
domingo, 28 de julho de 2013
Casa da Lusofonia em Sintra um tributo a Agostinho da Silva
Na Vila de Sintra, junto ao Rio do Porto, conhecido actualmente pelo estacionamento livre, existe o que já foi outrora uma Quintinha, Casa essa, que outrora já foi prometida para Museu da Artista Plástica Dorita Castel Branco, devia virar Casa da Lusofonia para dessa feita prestar um tributo ao Lusófono Maior Mestre Agostinho da Silva.
Contou-me as Pedagogas e Artistas Plásticas Mª Almira Medina e Zulmira Oliva que o Mestre era um assíduo visitante de Sintra e que numa das vezes que o professor as visitou em Monte Santos (Sintra) lhes falou que gostaria de ver se fosse possível um espaço onde a cultura de Língua portuguesa tivesse o seu Observatório. Ora, verdade seja dita, nunca a língua portuguesa esteve tanto na moda e interesse. Que o diga a China e a Rússia por causa de Angola. E venha o sonho que a arte de realizar o bem aos povos está no amor dos homens de boa vontade.
QUADRAS - AGOSTINHO DA SILVA
Acho que Deus não escreve
e também que Deus não fala
e que nos sustenta vivos
a vida que nele cala.
A face oculta da lua
só banha de seu luar
aqueles que não o vendo
o sabem imaginar.
Amor a cada dia que nos surge
só amando o teremos merecido
recusando morrer a cada dia
que sempre o maior bem é ter nascido.
Amor à vida no tempo
corra bem ou corra mal
dá a força de voar
ao que seja intemporal.
É só bem dentro de nós
que o projecto se anuncia
se retoma se reforma
e se solta à luz do dia.
E venha filosofia
teologia que farte
o que se pense de Deus
é só de Deus uma parte.
Posted by José A.S. Figueira
Posted by José A.S. Figueira
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Histórias para mudar o Mundo aconteceu na Festa da Hora do Conto 2013 em Sintra
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Uma iniciativa da Casa das Cenas - Educação pela Arte . Ver mais detalhes no blog da Festa da Hora do Conto. Posted by José A.S. Figueira |
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Rampit em Sintra - Teatro Inclusivo sem pré-conceitos no Telhal/ Mem Martins
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| cena da peça RAMPIT (Teatro sobre Rodas) |
terça-feira, 16 de outubro de 2012
MAGRUGADA, de Maria Almira Medina, um livro inspirador.
A Maria Almira Medina sempre ajudou os mais jovens e menos jovens, herança do pai com a seriedade da mãe. A Maria Almira sempre escreveu com uma visão cultural e crítica. A Maria Almira Medina sempre foi à frente e desde muito cedo. O livro Madrugada, publicado por amigos do Porto em 1956, na clandestinidade, voltou a ver luz pela mão de um antigo aluno e amigo Carlos de Melo, que quis que fosse editado pela Sintrense Casa das Cenas -Educação pela Arte, Associação, onde sempre deu a mão e que é "Madrinha". Em boa hora a SELENE - Culturas de Sintra, do poético Jorge de Menezes, entre outros, apresenta a Madrugada de Maria Almira Medina, a outros públicos, numa época em que o sonho e a esperança não pode deixar de comandar a vida.
Esta singela homenagem vem fazer jus à grandeza de uma escritora, pedagoga e artista plástica a nivel Mundial. Bem hajam a todos os possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e poetas portugueses. O texto que transcrevemos a seguir é da responsabilidade de um jornalismo independente, SELENE, enviado por net como meio de divulgação da sessão de apresentação.
"A noite paira no mundo... isto vem num poema de Maria Almira Medina, escrito na década de 1940, mas não é hoje verdade também que a noite do pesadelo capitalista paira no mundo como a sombra de um horrendo animal moribundo, só capaz de gerar monstruosas diferenças sociais, injustiça, e
toda uma série de patologias associadas à profunda depressão que se vive? Como cortar a cabeça à horrível hidra? Como transformar o velho homem num homem novo, aquele visionado, desejado, anunciado pelos homens mais sábios da humanidade há muito tempo já, mas que teima em não surgir? Questões que pareciam arrumadas por um primário capitalismo triunfante, manifestam-se de novo com toda a acuidade. Neste ambiente que vivemos, o livro de poemasMadrugadade Maria Almira Medina, publicado clandestinamente em 1956, e vindo à luz em 2011 pela mão da sintrense Casa das Cenas, é um foco de luz no meio das espessas trevas que nos rodeiam. Porque precisamos de livros que nos falem de esperança, que despertem em nós a capacidade de idealizarmos um mundo melhor para vivermos. Selene - Culturas de Sintra debruça-se nesta edição do Outono de 2012 sobre
um único livro, um livro à procura do seu tempo histórico, um livro em demanda do seu lugar na história da poesia portuguesa. É o nosso contributo para que se realize justiça. (....) Fiéis à nossa matriz, continuamos a privilegiar uma visão cultural e crítica, e a firme defesa de um jornalismo independente."
Bem hajam a todos os que possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e dos poetas portugueses, bem como da poetisa maior sintrense Maria Almira Medina. Posted by José A.S. Figueira
toda uma série de patologias associadas à profunda depressão que se vive? Como cortar a cabeça à horrível hidra? Como transformar o velho homem num homem novo, aquele visionado, desejado, anunciado pelos homens mais sábios da humanidade há muito tempo já, mas que teima em não surgir? Questões que pareciam arrumadas por um primário capitalismo triunfante, manifestam-se de novo com toda a acuidade. Neste ambiente que vivemos, o livro de poemasMadrugadade Maria Almira Medina, publicado clandestinamente em 1956, e vindo à luz em 2011 pela mão da sintrense Casa das Cenas, é um foco de luz no meio das espessas trevas que nos rodeiam. Porque precisamos de livros que nos falem de esperança, que despertem em nós a capacidade de idealizarmos um mundo melhor para vivermos. Selene - Culturas de Sintra debruça-se nesta edição do Outono de 2012 sobre
um único livro, um livro à procura do seu tempo histórico, um livro em demanda do seu lugar na história da poesia portuguesa. É o nosso contributo para que se realize justiça. (....) Fiéis à nossa matriz, continuamos a privilegiar uma visão cultural e crítica, e a firme defesa de um jornalismo independente."
Bem hajam a todos os que possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e dos poetas portugueses, bem como da poetisa maior sintrense Maria Almira Medina. Posted by José A.S. Figueira
sábado, 15 de setembro de 2012
Assim não dá - um desabafo de um Sintrense
Nasci na Freguesia de São Martinho na Vila Velha, no Hospital da Santa Casa da Misericórdia, passei a minha infância e criei o Grupo Acusa Teatro na Freguesia de Almargem do Bispo, estudei no secundário e me emancipei na freguesia de Agualva Cacém, finalizei os estudos obrigatórios na freguesia de Sta Maria, frequentei as praias da Freguesia de São joão das Lampas e Colares, ajudei a crescer o Centro Internacional de Escultura na freguesia de Pêro Pinheiro, fiz parcerias na freguesia de Rio de Mouro, Mercês e Mem Martins e Queluz, tenho família na freguesia de Belas....sou Sintrense, e voltei, passados mais de quarenta anos, à freguesia de São Martinho, criar o Atelier Mª Almira Medina | Catedral da Hora do Conto (Casa das Cenas - Educação pela Arte) e resido atualmente na Freguesia de Montelavar. Sinto que todas as freguesias do Concelho de Sintra fizeram e fazem parte da minha liberdade de expressão e se alguma deixar de existir foi porque o sistema fez predominar o seu poder. Na minha memória, continuarão a existir todas as freguesias como um território uno e especial. Assim Não dá. já não se respeita a História, onde os 30 cavaleiros donatários de Sintra se instalaram depois do foral de 1154, onde os templários de Gualdim Pais zelaram pela fé, que viu o nascimento do Chão de Oliva e a Xentra moura, ajudiaria e a alpendrada e a morte de reis, a construção do Lawrence e do Hotel Nunes, acolheu Ferreira de Castro e escutou Zé Alfredo, não pode ser engolida por uma mera decisão administrativa. E o povo pá?.
Independentemente duma reorganização administrativa que vá de encontro às populações a história conta-nos que juntar para governar nunca foi uma solução pacífica. Esperemos que o seja para bem de Portugal.
Como escreveu Dante Alighieri, “a vontade, se não quer,não cede. É como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se quer abafá-la”.
Ainda assim, com as Uniões de freguesias continuarei a realizar e a criar no Concelho de Sintra. Próximas produções seguem dentro de momentos. Posted by José A.S. Figueira
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Maria Almira Medina faz hoje 92 anos
A Maria Almira faz hoje anos.
Noventa e dois anos para ser mais claro e preciso.
Quando à pouco lhe liguei a dar os parabéns, era como se estivesse a começar uma vida nova.
Era a primeira vez que dava os parabéns a alguém com esta bonita idade. Não cabia de contente.
E assim, que ouvi a sua voz, feliz e contente, lancei os olhos para o futuro e pensei: Que fantástico será dar-lhe os parabéns no próximo dia anos. Já há um ano, tive a sensação de estar a começar algo de novo. Sintra no fim do crespúculo dava o mote. Sempre deu o mote e a Maria Almira muito ajuda.
Faz parte da familia. Da familia que vai crescendo e já passou o Milénio.
Deste milénio, e que começam aos poucos a fazer parte da familia de artistas/criadores, são o andré azinheira e o daniel morales, simpáticos, belos e educados rapazes que neste dia, 29 de Agosto de 2012, no dia da Maria Almira, visitaram a Casa das Cenas - Educação pela Arte, querendo saber como podia acompanhar e disfrutar das actividades da mesma.
Para os parabenizar da sua iniciativa e homenagear a aniversariante, disse o poema do Avejão, do Livro Um tempo de Cata-sol da editora de prosa, pesia e teatro Casa das Cenas/Grupo Acusa.
E assim se fez noite de mais uma maravilhoso dia. Dia de aniversário da Maria Almira Medina.
Sintra Memória
Se a memória de Sintra, fosse escrita por faunos, druidas e carpins ou outros ente-deuses do monte da Lua, tudo seria poesia, tudo seria harmonia. Tudo seria vivificado e comtemplado. Mas, entre isso e coisa nenhuma, é bem melhor um texto com dedicatória e à memória de R. Bulhão Pato e de todos os que em cena visitaram esta Sintra Deambulada do Fernando. Obrigado amigo.
Sintra Deambulada
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| Maria Almira Medina na Casa das Cenas na Vila Velha Sintra |
Em espectral viagem, partida, sabendo a serra ao lado, a milenar guardiã e larvar berço de lendas e histórias, de mouros e cristãos, visionários reis e viajantes, aristocratas e feiticeiros, espantados com o renovado verde, em presépio aninhando casas, palácios, fontes e miradouros. Em volta batem ritmos e matizes, surpresas e ilusões, alunos chegam para a escola que recomeça, funcionários para o serviço, senhoras para as compras, reformados para o jardim, agrilhoados contribuintes a prestar o dízimo e utentes contando cêntimos para pagar a água.
Fugindo da selva de intrusivos carros e denudados arrumadores, é a Partida para Shangri-La, deixando para trás os anzóis do Brancana e os seguros do Catarino, a garagem agora azul, a Ideal e o prateado Faria, antes da Vila e dos skaters invadindo a Estefânea da Marrazes e Simões, do Tirol e Monserrate, dos chineses dos alguidares e das velas, e também dos bancos, essas casas de usura predadoras dos fracos.
O Carlos Manuel do povo fechou, e, aristocrático, vestiu roupa nova, casa de ópera e Cadaval, desaparecida plateia de filmes a cinco escudos, do John Wayne ou Cantinflas. E também de Maria João Fontaínhas e Alvim, operários da cultura do tempo em que não era proibido sonhar. Também o casino fechou, sinuosa roleta o entregou em tempos a coleccionadores de metal agora debandados, pálido e amarelecendo.
No trilho da vila, chamado pelo silvar ventoso e perfumado da serra, a Correnteza, miradouro e varanda, parapeito de amores e de pombos, do Larmanjat ninguém já lembra, ondulante e inseguro. Como sempre, passam turistas e mirones, a descobrir o éden terreal, e rostos de muitas estações, baptizados e funerais, festas do cabo e da vila, cúmplices envelhecendo com a serra, fria no Inverno e cacimbada no Verão.
A viagem espectral aproxima-se do burgo, ecoa o som cadente dos cavalos, pretérita lembrança de reis e burgueses, de Maias e Calisto Elói, de Garrett e Zé Alfredo, Anjos Teixeira ou M.S.Lourenço. Vernacular, o torreal município é porta de entrada e fronteira, o leão de pedra o guardião, palpitantes os sentidos à vista da miríade encantada, a curva do Duche, o canelado odor da Sapa, o Valenças e as mansões, a água da fonte mourisca, jorrando cristalina. E o Grande Maior, da feiticeira Llansol, as camélias de Nunes Claro, o Carvalho da Pena cavalgando as nuvens, druida e fauno da serra e dos lagos.
Ofegante chega enfim a vila, utópico altar, lusitano reino dum palpável Parnasso. Não se vêm, mas escutam-se, Maria Almira, Rui Mário, Jorge Menezes, generosos actores de muitas gerações, danças medievais e bailes das camélias, os vitoriosos patins de Raio e Cipriano. E gulosos se saciam os sentidos com segredos de açúcar em orgias do paladar, à sombra tutelar do Paço.
Apurados os sentidos, a escadaria enfim, para hipnotizados mirar o castelo e invisíveis ogres lançando caldeirões de azeite, catalépticas bruxas invadindo a noite em invisíveis vassouras, e em ruidoso silêncio, escutar os passos dum rei prisioneiro, o ecoar das festas joaninas, Camões lendo para o jovem rei alucinado, a condessa d’Edla e Viana da Mota, acorrendo ao repicar do sino em S. Martinho.
Invisíveis faunos e visíveis heróis, incensados e perdidos, esperançosos e idealistas, tomam lugar enfim no camarote do Tempo, escoltados pela Nação dos Pássaros, as camélias e as fontes todos abraçam, anunciando o lauto festim da noite, à sombra da argêntea Lua.É Cynthia e o seu sortilégio.
Fugindo da selva de intrusivos carros e denudados arrumadores, é a Partida para Shangri-La, deixando para trás os anzóis do Brancana e os seguros do Catarino, a garagem agora azul, a Ideal e o prateado Faria, antes da Vila e dos skaters invadindo a Estefânea da Marrazes e Simões, do Tirol e Monserrate, dos chineses dos alguidares e das velas, e também dos bancos, essas casas de usura predadoras dos fracos.
O Carlos Manuel do povo fechou, e, aristocrático, vestiu roupa nova, casa de ópera e Cadaval, desaparecida plateia de filmes a cinco escudos, do John Wayne ou Cantinflas. E também de Maria João Fontaínhas e Alvim, operários da cultura do tempo em que não era proibido sonhar. Também o casino fechou, sinuosa roleta o entregou em tempos a coleccionadores de metal agora debandados, pálido e amarelecendo.
No trilho da vila, chamado pelo silvar ventoso e perfumado da serra, a Correnteza, miradouro e varanda, parapeito de amores e de pombos, do Larmanjat ninguém já lembra, ondulante e inseguro. Como sempre, passam turistas e mirones, a descobrir o éden terreal, e rostos de muitas estações, baptizados e funerais, festas do cabo e da vila, cúmplices envelhecendo com a serra, fria no Inverno e cacimbada no Verão.
A viagem espectral aproxima-se do burgo, ecoa o som cadente dos cavalos, pretérita lembrança de reis e burgueses, de Maias e Calisto Elói, de Garrett e Zé Alfredo, Anjos Teixeira ou M.S.Lourenço. Vernacular, o torreal município é porta de entrada e fronteira, o leão de pedra o guardião, palpitantes os sentidos à vista da miríade encantada, a curva do Duche, o canelado odor da Sapa, o Valenças e as mansões, a água da fonte mourisca, jorrando cristalina. E o Grande Maior, da feiticeira Llansol, as camélias de Nunes Claro, o Carvalho da Pena cavalgando as nuvens, druida e fauno da serra e dos lagos.
Ofegante chega enfim a vila, utópico altar, lusitano reino dum palpável Parnasso. Não se vêm, mas escutam-se, Maria Almira, Rui Mário, Jorge Menezes, generosos actores de muitas gerações, danças medievais e bailes das camélias, os vitoriosos patins de Raio e Cipriano. E gulosos se saciam os sentidos com segredos de açúcar em orgias do paladar, à sombra tutelar do Paço.
Apurados os sentidos, a escadaria enfim, para hipnotizados mirar o castelo e invisíveis ogres lançando caldeirões de azeite, catalépticas bruxas invadindo a noite em invisíveis vassouras, e em ruidoso silêncio, escutar os passos dum rei prisioneiro, o ecoar das festas joaninas, Camões lendo para o jovem rei alucinado, a condessa d’Edla e Viana da Mota, acorrendo ao repicar do sino em S. Martinho.
Invisíveis faunos e visíveis heróis, incensados e perdidos, esperançosos e idealistas, tomam lugar enfim no camarote do Tempo, escoltados pela Nação dos Pássaros, as camélias e as fontes todos abraçam, anunciando o lauto festim da noite, à sombra da argêntea Lua.É Cynthia e o seu sortilégio.
Nota: Este texto é dedicado à memória de Raimundo Bulhão Pato, desaparecido do mundo dos vivos em 24 de Agosto de 1912, fez agora 100 anos.
Saudações Amigas do
Fernando Morais Gomes
Fernando Morais Gomes
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Em prol de iniciativas de dinamização, preservação e embelezamento do edificado e do não-edificado sintrense passo a transcrever uma mensagem, do passado 12.08.2012, do projeto cívico Sintra em Ruinas de Filipe de Fiúza. Obrigado.
Neste projecto cívico Sintra em Ruínas procurámos retratar um pouco da realidade diversa do problema da reabilitação do edificado urbano, histórico e rural evitando como muitos fazem falar ou escrever sem conhecer o terreno e a verdadeira realidade. Durante 7 meses, entre Janeiro e Julho de 2012, percorremos, fotografámos e publicámos as mais variadas casas e edifícios na Vila de Sintra e arredores. Acreditamos que o trabalho realizado é o suficiente para reflectirmos sobre o tema partindo do conhecimento da realidade e podendo de forma mais lúcida propor à sociedade soluções para corrigir o problema, seja ao cidadão, ao proprietário ou ao poder local.
O espaço da Casa das Cenas - Educação pela Arte, Atelier Mª Almira Medina, na vila velha, é um dos exemplos que a edil Sintrense proporcionou e contribuiu para a dinamização, preservação e embelezamento do edificado sintrense. Mas muito mais há a fazer, isso é uma realidade aos olhos dos de Sintra e dos que a visitam de todo o Mundo.
Amigos Sintrenses,
Dói imenso quando o nosso corpo está aberto em feridas e de dentro de nós jorra sangue vivo, dói demasiado, daquela dor que ultrapassa o inexprimivelmente humano, quando a habitação do nosso ser está minada com um mal encoberto que vai arruinando lentamente a vida. Assim acontece com a nossa querida Vila de Sintra e em geral com o concelho, totalmente corroída por edifícios e casas sozinhas, perdidas, abandonadas, mal tratadas, em ruínas. Por aqui e por ali estão e vão apodrecendo e levando ao mais triste e sorumbático cenário, ora esquecidas por proprietários em fim de vida ou sem vontade nem dinheiro para as recuperar, ora ignoradas pelos cidadãos que diariamente passam e pouco vão almejando mudar na sua ordinária paisagem, ora alheias ao poder local que na inércia dos seus esquemas de interlúdio e burocracias profissionais impossibilitam iniciativas importantes para o embelezamento do edificado sintrense.
Neste projecto cívico Sintra em Ruínas procurámos retratar um pouco da realidade diversa do problema da reabilitação do edificado urbano, histórico e rural evitando como muitos fazem falar ou escrever sem conhecer o terreno e a verdadeira realidade. Durante 7 meses, entre Janeiro e Julho de 2012, percorremos, fotografámos e publicámos as mais variadas casas e edifícios na Vila de Sintra e arredores. Acreditamos que o trabalho realizado é o suficiente para reflectirmos sobre o tema partindo do conhecimento da realidade e podendo de forma mais lúcida propor à sociedade soluções para corrigir o problema, seja ao cidadão, ao proprietário ou ao poder local.
Sejamos melhores cidadãos, lutemos por aquilo que vale a pena, a Vila e o Concelho de Sintra merecem.
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| Bailarina em risco de Ruir [pintura a óleo] de Ana Clara |
O espaço da Casa das Cenas - Educação pela Arte, Atelier Mª Almira Medina, na vila velha, é um dos exemplos que a edil Sintrense proporcionou e contribuiu para a dinamização, preservação e embelezamento do edificado sintrense. Mas muito mais há a fazer, isso é uma realidade aos olhos dos de Sintra e dos que a visitam de todo o Mundo.
sábado, 28 de julho de 2012
A Carta que virava folhetim
Foi por esta semana, mas de 1870, que Ramalho Ortigão | Eça de Queiróz, escreveram um " Carta ao Sr. Redator do Diário de Notícias", que transcrevemos parte:
“Julho, 24 de 1870. – Acabo de ver a carta que lhe dirigi publicada integralmente por V. no lugar destinado ao folhetim do seu periódico. Em vista da colocação dada ao meu escrito procurarei nas cartas que houver de lhe dirigir não ultrapassar os limites demarcados a esta secção do jornal.Por esquecimento não datei a carta antecedente, ficando assim duvidoso qual o dia em que fomos surpreendidos na estrada de Sintra. Foi Quarta-feira, 20 do corrente mês de Julho.Passo de pronto a contar-lhe o que se passou no trem, especificando minuciosamente todos os pormenores e tentando reconstruir o diálogo que travámos, tanto quanto me seja possível, com as mesmas palavras que nele se empregaram.A carruagem partiu na direcção de Sintra. Presumo, porém, que deu na estrada algumas voltas, muito largas e bem dadas por que se não pressentiram pela intercadência da velocidade no passo dos cavalos. Levaram-me a supô-lo, em primeiro lugar as diferenças de declive no nível do terreno, conquanto estivéssemos rodando sempre em uma estrada macadamizada e lisa; em segundo lugar umas leves alterações na quantidade de luz que havia dentro do coupé coada de seda verde, o que me indicava que o trem passava por encontradas exposições com relação ao Sol que se escondia no horizonte.Havia, evidentemente, o desígnio de nos desorientar no rumo definitivo que tomássemos.É certo que, dois minutos depois de termos principiado a andar, me seria absolutamente impossível decidir se ia de Lisboa para Sintra ou se vinha de Sintra para Lisboa.Na carruagem havia uma claridade baça e ténue, que todavia nos permitia distinguir os objectos. Pude ver as horas no meu relógio. Eram sete e um quarto.O desconhecido que ia defronte de mim examinou também as horas...(…)”Ora naquela época, ir de Lisboa a Sintra, era uma viajem lenta, romântica e de muita aventura tal qual hoje em dia, com uma diferença, os cavalos são outros.Sintra, julho 2012
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