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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em prol de iniciativas de dinamização, preservação e embelezamento do edificado e do não-edificado sintrense passo a transcrever uma mensagem, do passado 12.08.2012, do projeto cívico Sintra em Ruinas de Filipe de Fiúza. Obrigado.

Amigos Sintrenses,

Dói imenso quando o nosso corpo está aberto em feridas e de dentro de nós jorra sangue vivo, dói demasiado, daquela dor que ultrapassa o inexprimivelmente humano, quando a habitação do nosso ser está minada com um mal encoberto que vai arruinando lentamente a vida. Assim acontece com a nossa querida Vila de Sintra e em geral com o concelho, totalmente corroída por edifícios e casas sozinhas, perdidas, abandonadas, mal tratadas, em ruínas. Por aqui e por ali estão e vão apodrecendo e levando ao mais triste e sorumbático cenário, ora esquecidas por proprietários em fim de vida ou sem vontade nem dinheiro para as recuperar, ora ignoradas pelos cidadãos que diariamente passam e pouco vão almejando mudar na sua ordinária paisagem, ora alheias ao poder local que na inércia dos seus esquemas de interlúdio e burocracias profissionais impossibilitam iniciativas importantes para o embelezamento do edificado sintrense.

Neste projecto cívico Sintra em Ruínas procurámos retratar um pouco da realidade diversa do problema da reabilitação do edificado urbano, histórico e rural evitando como muitos fazem falar ou escrever sem conhecer o terreno e a verdadeira realidade. Durante 7 meses, entre Janeiro e Julho de 2012, percorremos, fotografámos e publicámos as mais variadas casas e edifícios na Vila de Sintra e arredores. Acreditamos que o trabalho realizado é o suficiente para reflectirmos sobre o tema partindo do conhecimento da realidade e podendo de forma mais lúcida propor à sociedade soluções para corrigir o problema, seja ao cidadão, ao proprietário ou ao poder local.
Sejamos melhores cidadãos, lutemos por aquilo que vale a pena, a Vila e o Concelho de Sintra merecem.
Bailarina em risco de Ruir [pintura a óleo] de Ana Clara
 

O espaço da Casa das Cenas - Educação pela Arte, Atelier Mª Almira Medina, na vila velha, é um dos exemplos que a edil Sintrense proporcionou e contribuiu para a dinamização, preservação e embelezamento do edificado sintrense. Mas muito mais há a fazer, isso é uma realidade aos olhos dos de Sintra e dos que a visitam de todo o Mundo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Montelavar - Freguesia com História

Uns dizem que é por causa da "troika" ( que em russo significa um carro conduzido por três cavalos alinhados lado a lado, ou mais frequentemente, um trenó puxado por cavalos. Em política, a palavra troika designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem em um esforço único para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão, como o triunvirato histórico de Roma), outros dizem que é por causa de alianças politicas centro-direita, outros dizem que é para aos poucos esvaziar os direitos da democracia e apagar da memória a descentralização politica pós 25 de abril,  o que a maioria já sabe é que vão diminuir as freguesias no território nacional. O Concelho de Sintra, passou de 13 para 20 freguesias e das 20 passará para 10 ou anda lá perto, durante pouco mais de trinta anos. Ainda me lembro das "reivindicações politicas" para serem criadas as freguesias de Pêro Pinheiro, Casal de Câmbra, Massamá, Monte Abrão, Mira Sintra e do Cacém se separar da Agualva. As condições de vida das familias melhoraram? Melhoraram sim. Mas por haver mais freguesias? Creio que não há causa e efeito sobre esse alargamento. Se recuarmos no tempo, desapareceram do mapa lugares e casais em quase todas as freguesias. E porquê? Era mais barato para as freguesias votá-las ao esquecimento? Quem ousou fazê-lo? Por exemplo, a história conta-nos que em 1716, mais precisamente a 21 de Novembro desse ano, por ordem do rei D. João V, o juiz de fora de Sintra, Damião Correia Leitão, dá conta dos lugares existentes no concelho. No que respeita à freguesia de Montelavar, diz assim o documento: «Freguezia de Montelavar tem os lugares seguintes: Monte Lavar: Masceyra; Arrebanque; Anssos; Outeiro; Façam; Cortegassa; Mourellena; Palmeyros; Pero pinheiro; Abremum; Ribeira do farello; Barreyro; e os casaiz seguintes: Hermida; Cabessa; Abigueria; Os gosmoz; Das vivaz; Granja dos Serroens; Condado.» Ora se no século XVIII, a freguesia de Montelavar tinha esta caracterização topológica, alterar a história das povoações é tirar-lhe a identidade,  a sua e a dos seus entequeridos, que na maioria, tudo fez para voltarem para a freguesia que os viu nascer ou crescer. E como diz o poeta  Fernando Pessoa " ...Deus quis que a terra fosse toda una, que o mar unisse já não separasse...em mim, num mar que não tem tempo ou espaço."

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Malaca em Sintra. Povos Cruzados - 500 anos

A Associação Coração em Malaca com sede em Torres Vedras vem a Sintra para falar do que tem feito e do que há para fazer com a pequena comunidade de descendentes de portugueses em Malaca (Malásia). O encontro organizado pela Casa das Cenas - Educação pela Arte e a coordenação da presidente da Associação Luisa Timóteo tem como principal oradora a bolseira do Instituto Camões, Cátia Candeias. Esta iniciativa insere-se nas comemoraçõoes dos 500 anos da chegada de Afonso Albuquerque ao Oriente e a Malaca mais concretamente.
Palestra: Povos Cruzados 500 anos
Dia: 4 de Junho
Horas: 16.30
Tempo de duração: 1.30h
Local: Casa das Cenas - Educação pela Arte
+ info: 913243458 ou 939392193
Entrada: Donativo

terça-feira, 1 de julho de 2008

Festejos de S. Pedro ou Dia do municipio de Sintra

As festividades de S. Pedro coicidiram (e ainda bem) com o dia do Municipio de Sintra.
Das várias iniciativas realizadas durante os dois dias (28 e 29 de Junho) para diferentes publicos saliento Danças com Histórias. Assistir ao seu espectáculo é fazer uma viajem pelo tempo aureo dos descobrimentos e aprender um pouco mais de um pedaço da história de Portugal.
Parabéns pela iniciativa.