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sábado, 28 de dezembro de 2013

AMAR o MAR e Outras Águas - Exposição de Maria Almira Medina e Jorge Cardoso

Exposição de Maia Almira e Jorge Cardoso
AMAR o MAR e Outras Águas - a mais recente Exposição de Maria Almira Medina e Jorge Cardoso patente no Espaço Edla (de 28 de Dez. 2013 a 20 Fev. 2014)
A Matriarca Sintrense e Madrinha da Casa das Cenas - Educação pela Arte e do Chão de Oliva, Maria Almira Medina,  é a prova viva que a arte, educação e pedagogia são o seu elixir da juventude.
Com 94 anos, e após uma recente queda onde partiu o fémur, Mª Almira está de volta ás exposições com trabalhos em cerâmica e pintura com tecidos..Vale a pena seguir e admirar todo o seu percurso artístico.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Casa da Memória da Paisagem Cultural de Sintra

Olhando para a paisagem (foto)
podemos ver que por baixo do Castelo dos Mouros
 pelo lado norte está um monte. Tal monte é denominado Monte de todos os Santos, vulgo Monte Santos. Ai nesse monte foi edificado um casario. Esse casario está dentro da Quinta de Sto António. Um dia visitei a dita Quinta, e logo depois de entrar e dar cinquenta passos num caminho estreito ladeado de cedros que pouco deixavam ver árvores de fruto, deparei-me com uma vista para a serra, com o presépio de Castelo e Palácio, como nunca tinha visto. Quem habitava o Casarão era a Pedagoga e Artista Plástica Zulmira Oliva. O convite de tal visita foi com a ideia de ver os seus trabalhos de pintura a aguarela e ajudar a dinamizar o espaço. Sentado no degrau das escadas ouvi várias histórias, da então Professora de explicações, sobre como foi ali parar e quais as vontades e projectos tinha já pensado para aquele lugar. Quando numa das histórias foi contado que o Prof Agostinho da Silva visitou a Quinta um par de vezes, o meu interesse redobrou a vontade de preservar nem que fosse a memória da sua visita a Monte Santos. A ideia do professor era fazer daquele espaço uma Escola das Artes e do Pensamento Pedagógico. A matriarca da cultura em Sintra Maria Almira Medina, também fez parte desses "encontros memoráveis", isto dito por ambas as duas."alunas" do Professor, que as incentivou a comunicar com a edil Sintrense, das ideias e vontades que afloravam a cada encontro. Da minha parte (Casa das Cenas-Educação pela Arte) ainda dei o meu contributo para pôr a funcionar uma casa em anexo como /Atelier Coletivo. Limpo e pintado aimnda organizamos uma palestra sobre Agostinho da Silva. Nesse dia, de muita chuva, percebi que havia outra Quinta de Stº António na Estefânia e que a comunicação social local não deu importância ao acontecimento.
Os medos de estar a fazer algo "fora do Comum" pairou sobre a mente de quem vibrava (como eu) com o espaço e com a ideia de contribuir para fazer realmente história.
Passado mais de dez anos, ainda penso como seria o sorriso do Prof Agostinho da Silva se a memória daquele lugar desse alma ao criador.
Agora que se devia projetar para aquele Monte, que é de todos os Santos,
 a Casa da Memória da Paisagem Cultural, isso não há dúvida.
Seria um dos frutos mais duradouros e maravilhosos
que podíamos colher no futuro para presentear todos os Santos,
Sintrenses e todo o Mundo; e claro, um pouco de Agostinho da Silva. JZ

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Apresentação na Biblioteca de Montelavar do CD da Hora do Conto - Animação do Livro e da Leitura em Espaços Vivos

Lançamento do CD Hora do Conto na Biblioteca de Montelavar
É bom relembrar, que já lá vão uns aninhos,  que a freguesia de Montelavar, acolheu na noite de 30 de Setembro de 2007 a realização do lançamento de um CD com as histórias que Jozé Sabugo e Cláudio de Brito vinham contando à mais de dez anos. A apresentação contou com a presença de sócios, amigos, do presidente da Sociedade Filarmónica de Montelavar (Sr. José António), o administrador da Alescagest, João Luis Silva (patrocinador, sócio e amigo), a ilustre Maria Almira Medina, autora de uma das histórias e Madrinha da Casa das Cenas - Educação pela Arte, que é bom lembrar também fez, no passado dia 29 de Agosto, 94 anos. Parabéns.
O lançamento da obra, Inédita, com design e ilustração de Jorge Cardoso, numa edição de 500 exemplares, foi um acontecimento em que a Biblioteca de Montelavar se estreou ao público nesta iniciativa única. 
Volvidos mais de dez anos, Jozé Sabugo continua a contar, a escrever e a editar histórias e a Biblioteca, que podia se chamar, Biblioteca Maria Amira Medina, espera por outra iniciativa e promoção, agora com reportagens, noticias e muita divulgação para contar a história da cultura e património local, muitas vezes esquecidos como este facto histórico que acabo de contar. E o que mais me custa contar, é que faltou lá o meu amigo Cláudio para O Patinho Feio, A Menina Girassol ou o Biló e Botão de Rosa contar em gesto de agradecimento para todos presentes. Posted by José A.S. Figueira.

domingo, 28 de julho de 2013

Casa da Lusofonia em Sintra um tributo a Agostinho da Silva

Na Vila de Sintra, junto ao Rio do Porto, conhecido actualmente pelo estacionamento livre, existe o que já foi outrora uma Quintinha, Casa essa, que outrora já foi prometida para Museu da Artista Plástica Dorita Castel Branco, devia virar Casa da Lusofonia para dessa feita prestar um tributo ao Lusófono Maior Mestre Agostinho da Silva.
Contou-me as Pedagogas e Artistas Plásticas Mª Almira Medina e Zulmira Oliva que o Mestre era um assíduo visitante de Sintra e que numa das vezes que o professor as visitou em Monte Santos (Sintra) lhes falou que gostaria de ver se fosse possível um espaço onde a cultura de Língua portuguesa tivesse o seu Observatório. Ora, verdade seja dita, nunca a língua portuguesa esteve tanto na moda e interesse. Que o diga a China e a Rússia por causa de Angola. E venha o sonho que a arte de realizar o bem aos povos está no amor dos homens de boa vontade.


QUADRAS - AGOSTINHO DA SILVA
Acho que Deus não escreve

e também que Deus não fala 

e que nos sustenta vivos
a vida que nele cala. 


A face oculta da lua 

só banha de seu luar 
aqueles que não o vendo 
o sabem imaginar.


Amor a cada dia que nos surge

só amando o teremos merecido 
recusando morrer a cada dia
que sempre o maior bem é ter nascido.


Amor à vida no tempo

corra bem ou corra mal
dá a força de voar
ao que seja intemporal.



É só bem dentro de nós

que o projecto se anuncia 
se retoma se reforma
e se solta à luz do dia.


E venha filosofia 

teologia que farte
o que se pense de Deus 
é só de Deus uma parte.
                                               Posted by José A.S. Figueira

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MAGRUGADA, de Maria Almira Medina, um livro inspirador.


A Maria Almira Medina sempre ajudou os mais jovens e menos jovens, herança do pai com a seriedade da mãe. A Maria Almira sempre escreveu com uma visão cultural e crítica. A Maria Almira Medina sempre foi à frente e desde muito cedo. O livro Madrugada, publicado por amigos do Porto em 1956, na clandestinidade, voltou a ver luz pela mão de um antigo aluno e amigo Carlos de Melo, que quis que fosse editado pela Sintrense Casa das Cenas -Educação pela Arte, Associação, onde sempre deu a mão e que é "Madrinha". Em boa hora a SELENE - Culturas de Sintra, do poético Jorge de Menezes, entre outros, apresenta a Madrugada de Maria Almira Medina, a outros públicos, numa época em que o sonho e a esperança não pode deixar de comandar a vida.
Esta singela homenagem vem fazer jus à grandeza de uma escritora, pedagoga e artista plástica a nivel Mundial.  Bem hajam a todos os possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e poetas portugueses. O texto que transcrevemos a seguir é da responsabilidade de um jornalismo independente, SELENE, enviado por net como meio de divulgação da sessão de apresentação.
"A noite paira no mundo... isto vem num poema de Maria Almira Medina, escrito na década de 1940, mas não é hoje verdade também que a noite do pesadelo capitalista paira no mundo como a sombra de um horrendo animal moribundo, só capaz de gerar monstruosas diferenças sociais, injustiça, e
toda uma série de patologias associadas à profunda depressão que se vive? Como cortar a cabeça à horrível hidra? Como transformar o velho homem num homem novo, aquele visionado, desejado, anunciado pelos homens mais sábios da humanidade há muito tempo já, mas que teima em não surgir? Questões que pareciam arrumadas por um primário capitalismo triunfante, manifestam-se de novo com toda a acuidade. Neste ambiente que vivemos, o livro de poemasMadrugadade Maria Almira Medina, publicado clandestinamente em 1956, e vindo à luz em 2011 pela mão da sintrense Casa das Cenas, é um foco de luz no meio das espessas trevas que nos rodeiam. Porque precisamos de livros que nos falem de esperança, que despertem em nós a capacidade de idealizarmos um mundo melhor para vivermos. Selene - Culturas de Sintra debruça-se nesta edição do Outono de 2012 sobre
um único livro, um livro à procura do seu tempo histórico, um livro em demanda do seu lugar na história da poesia portuguesa. É o nosso contributo para que se realize justiça. (....) Fiéis à nossa matriz, continuamos a privilegiar uma visão cultural e crítica, e a firme defesa de um jornalismo independente."
Bem hajam a todos os que possibilitam dar um contributo na divulgação da poesia e dos poetas portugueses, bem como da poetisa maior sintrense Maria Almira Medina. Posted by José A.S. Figueira

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Maria Almira Medina faz hoje 92 anos


A Maria Almira faz hoje anos.
Noventa e dois anos para ser mais claro e preciso.
Quando à pouco lhe liguei a dar os parabéns, era como se estivesse a começar uma vida nova.
Era a primeira vez que dava os parabéns a alguém com esta bonita idade. Não cabia de contente.
E assim, que ouvi a sua voz, feliz e contente, lancei os olhos para o futuro e pensei: Que fantástico será dar-lhe os parabéns no próximo dia anos. Já há um ano, tive a sensação de estar a começar algo de novo. Sintra no fim do crespúculo dava o mote. Sempre deu o mote e a Maria Almira muito ajuda.
Faz parte da familia. Da familia que vai crescendo e já passou o Milénio.
Deste milénio,  e que começam aos poucos a fazer parte da familia de artistas/criadores, são o andré azinheira e o daniel morales, simpáticos, belos e educados rapazes que neste dia, 29 de Agosto de 2012, no dia da Maria Almira, visitaram a Casa das Cenas - Educação pela Arte, querendo saber como podia acompanhar e disfrutar das actividades da mesma.
Para os parabenizar da sua iniciativa e homenagear a aniversariante, disse o poema do Avejão, do Livro Um tempo de Cata-sol da editora de prosa, pesia e teatro Casa das Cenas/Grupo Acusa.

E assim se fez noite de mais uma maravilhoso dia. Dia de aniversário da Maria Almira Medina.

Sintra Memória

Se a memória de Sintra, fosse escrita por faunos, druidas e carpins ou outros ente-deuses do monte da Lua, tudo seria poesia, tudo seria harmonia. Tudo seria vivificado e comtemplado. Mas, entre isso e coisa nenhuma, é bem melhor um texto com dedicatória e à memória de R. Bulhão Pato e de todos os que em cena visitaram esta Sintra Deambulada do Fernando. Obrigado amigo.
Maria Almira Medina na Casa das Cenas na Vila Velha Sintra
Sintra Deambulada
Em espectral viagem, partida, sabendo a serra ao lado, a milenar guardiã e larvar berço de lendas e histórias, de mouros e cristãos, visionários reis e viajantes, aristocratas e feiticeiros, espantados com o renovado verde, em presépio aninhando casas, palácios, fontes e miradouros. Em volta batem ritmos e matizes, surpresas e ilusões, alunos chegam para a escola que recomeça, funcionários para o serviço, senhoras para as compras, reformados para o jardim, agrilhoados contribuintes a prestar o dízimo e utentes contando cêntimos para pagar a água.
Fugindo da selva de intrusivos carros e denudados arrumadores, é a Partida para Shangri-La, deixando para trás os anzóis do Brancana e os seguros do Catarino, a garagem agora azul, a Ideal e o prateado Faria, antes da Vila e dos skaters invadindo a Estefânea da Marrazes e Simões, do Tirol e Monserrate, dos chineses dos alguidares e das velas, e também dos bancos, essas casas de usura predadoras dos fracos.
O Carlos Manuel do povo fechou, e, aristocrático, vestiu roupa nova, casa de ópera e Cadaval, desaparecida plateia de filmes a cinco escudos, do John Wayne ou Cantinflas. E também de Maria João Fontaínhas e Alvim, operários da cultura do tempo em que não era proibido sonhar. Também o casino fechou, sinuosa roleta o entregou em tempos a coleccionadores de metal agora debandados, pálido e amarelecendo.
No trilho da vila, chamado pelo silvar ventoso e perfumado da serra, a Correnteza, miradouro e varanda, parapeito de amores e de pombos, do Larmanjat ninguém já lembra, ondulante e inseguro. Como sempre, passam turistas e mirones, a descobrir o éden terreal, e rostos de muitas estações, baptizados e funerais, festas do cabo e da vila, cúmplices envelhecendo com a serra, fria no Inverno e cacimbada no Verão.
A viagem espectral aproxima-se do burgo, ecoa o som cadente dos cavalos, pretérita lembrança de reis e burgueses, de Maias e Calisto Elói, de Garrett e Zé Alfredo, Anjos Teixeira ou M.S.Lourenço. Vernacular, o torreal município é porta de entrada e fronteira, o leão de pedra o guardião, palpitantes os sentidos à vista da miríade encantada, a curva do Duche, o canelado odor da Sapa, o Valenças e as mansões, a água da fonte mourisca, jorrando cristalina. E o Grande Maior, da feiticeira Llansol, as camélias de Nunes Claro, o Carvalho da Pena cavalgando as nuvens, druida e fauno da serra e dos lagos.
Ofegante chega enfim a vila, utópico altar, lusitano reino dum palpável Parnasso. Não se vêm, mas escutam-se, Maria Almira, Rui Mário, Jorge Menezes, generosos actores de muitas gerações, danças medievais e bailes das camélias, os vitoriosos patins de Raio e Cipriano. E gulosos se saciam os sentidos com segredos de açúcar em orgias do paladar, à sombra tutelar do Paço.
Apurados os sentidos, a escadaria enfim, para hipnotizados mirar o castelo e invisíveis ogres lançando caldeirões de azeite, catalépticas bruxas invadindo a noite em invisíveis vassouras, e em ruidoso silêncio, escutar os passos dum rei prisioneiro, o ecoar das festas joaninas, Camões lendo para o jovem rei alucinado, a condessa d’Edla e Viana da Mota, acorrendo ao repicar do sino em S. Martinho.
Invisíveis faunos e visíveis heróis, incensados e perdidos, esperançosos e idealistas, tomam lugar enfim no camarote do Tempo, escoltados pela Nação dos Pássaros, as camélias e as fontes todos abraçam, anunciando o lauto festim da noite, à sombra da argêntea Lua.É Cynthia e o seu sortilégio.
Nota: Este texto é dedicado à memória de Raimundo Bulhão Pato, desaparecido do mundo dos vivos em 24 de Agosto de 1912, fez agora 100 anos.
Saudações Amigas do
Fernando Morais Gomes

terça-feira, 15 de maio de 2012

A História da Menina Girassol de M ª Almira Medina

Hora do Conto - A História da Menina Girassol, contada por Jozé Sabugo, criativo-contador de histórias e dinamizador e produtor cultural, acompanhada musicalmente por Gonçalo Carmo, musico-instrumentista internacional.
 

Em Dezembro de 2011, no dia 11, no Teatro-Cine de Torres Vedras, a ONGD " Korsang di Melaka" para a cooperação e o desenvolvimento, levou a efeito uma atividade cultural integrada no projeto Povos Cruzados, pelas comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Malaca-Malásia e contou com Casa das Cenas – Educação pela Arte,  com o projeto Hora do Conto, com quem a Korsang di Melaka estabeleceu uma parceria de cooperação cultural, apadrinhada pelo Senhor Noel Félix, líder de danças  tradicionais do Bairro Português de Malaca, quando da sua visita a Portugal, em Novembro de 2009.
A iniciativa na 1ª parte, depois de uma palestra de agradecimento e boas vindas, por parte da presidente Luisa Timóteo, contou com a projeção de um filme VIVA MALACA produzido e realizado por Luis Lopes, 1º Marinheiro/CM e fotógrafo,  que muito nos honrou com a sua presença. O filme descreve a chegada do Navio Escola de Sagres a MALACA, dia 24 de Outubro de 2010, evocando o sentimento de saudade e de manterem os costumes e tradições portugueses, levando ao mundo uma história passada e presente que afirmam e teimam em não deixar morrer. O filme descreve a chegada do Navio Escola de Sagres a MALACA, dia 24 de Outubro de 2010, e as fortes emoções sentidas e não esperadas da comunidade luso descendente, que sentem Portugal sem nunca o ter visitado e conhecido.  Na segunda parte o projeto Hora do Conto - A História da Menina Girassol de M ª Almira Medina, contada por Jozé Sabugo, criativo-contador de histórias e dinamizador e produtor cultural, acompanhada musicalmente por Gonçalo Carmo, musico-instrumentista internacional. A autora Maria Almira Medina, madrinha da Casa das Cenas - Educação pela Arte, que no seu percurso de mais de 65 anos, como pedagoga-professora, escritora e artista plástica, faz dela uma ilustre figura da cultura nacional. O cartaz da iniciativa, teve a assinatura do designer Jorge Cardoso, presidente da assembleia geral da Casa das Cenas de Sintra.
Sintra esteve dignamente representada e a testemunhar isso foram os calorosos agradecimentos aos intervenientes pela  participação na Festa de Natal da Korsang di Melaka - Torres Vedras | Malaca.
Daqui vai, também, um obrigado pelo convite.

"In texto" a partir do site  www.povoscruzados.net 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caro amigo João Paulo Aguiar

Caro amigo,

Ontem recebi um telefonema e uma mensagem dos serviços culturais da Cãmara Municipal de Sintra a dar a notícia que o teu corpo estava de partida. Não foi uma boa notícia, mas os teus colegas/amigos de trabalho não esqueceram de avisar os colegas e amigos das artes. Sabia que andavas na luta para voltar à normalidade, mas... Com as pressas da vida, nunca me preocupei, é verdade, em saber mais pormenores sobre a tua saúde, porque hoje em dia é perfeitamente normal passar umas "férias" forçadas no hospital e depois voltar à rotina.
Segundos após receber o telefonema, lembrei-me que em vai fazer um ano que me ajudas-te no Museu Ferreira de Castro, a preparar o som e a luz para o Cata-Sons, espectáculo de luz, musica e poesia a partir do livro de poesia "Um tempo de Cata-Sol" de Maria Almira Medina. Como sempre foste inescedível.
Mas o espectáculo/ensaio que constatei que eras um profissional, um empreendedor, um verdadeiro tapa-furos, um amigo, aconteceu no Auditório António Silva, no Cacém.
À mais de dez anos, o Grupo Acusa Teatro fez lá o espectáculo/ensaio da Montanha Mágica, no dia Mundial da Floresta. Lembras-te? A luz quase purple muito intimista, o som das vozes e instrumentos estendido pelo auditório, sem ruidos muito percetível: tudo estava perfeito. Para além, da disponibilidade para gravares o ensaio e o espectáculo, de atenderes sempre a mais um capricho meu, dos musicos e actores, do telmóvel que não parava de tocar, da bilheteira, de solicitações do exterior, eu sei lá mais o quê - fazias de tudo, até tomar conta de um Auditório. Esse dia, devo dizer-te, foi muito importante para o grupo. Crescemos. Tinhamos asas para voar para qualquer geografia. E tu, nem parecias o característico funcionário público que em tempos tanto se falou; gostavas do que fazias e fazia-lo sempre a dar o máximo. Por causa do teu empenhamento e humildade conquistas-te a nossa amizade, pertecias ao grupo secretamente - eu e o Cláudio falamos de ti para outros projectos, cheguei a dizer-te creio, mas sabíamos que era difícil compremeteres-te pois, nem sequer tinhas tempo para a familia...- desde esse fantástico dia, cada vez que nos encontravamos era sempre uma enorme satisfação e entusiasmo. Depois desse flash ter passado pela "nossa" memória dos acontecimentos, fui directo à igreija do Algueirão onde o teu corpo saíu para o crematório de Rio de Mouro. Que fiques em paz. É o que eu sei dizer por agora.
Para mim, continuas por cá e a tua memória vai ficar certamente ligada à Montanha Mágica - o espectáculo da vida aos pedaços em formas de cubo e a cores, onde tudo pode acontecer - até fazer lembrar a vida dos seus criadores.
Como dizia o nosso amigo Cláudio, até jazzzz... amigo João Paulo.
Jozé Sabugo, fundador do Grupo Acusa Teatro da Casa das Cenas - Educação pela Arte

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA CEDE ESPAÇO À ASSOCIAÇÃO CASA DAS CENAS – Educação pela Arte.


O Executivo da Câmara de Sintra, liderado pelo Sr. Dr. Fernando Seara, aprovou por unanimidade a cedência de um espaço à Casa das Cenas, Associação Juvenil para o desenvolvimento das suas iniciativas de índole cultural, educacional e artística na defesa e promoção de usos e tradições, recantos e lugarejos, património artístico e literário de poetas e artistas plásticos caso a artísta, pedagoga e humanista Maria Almira Medina.
A Casa das Cenas-Educação pela arte é um projecto de criação e promoção sócio-cultural, desde 1993. Caminha para fazer da educação pela arte um bem imprescíndivel a qualquer cidadão. Acolhe e partilha as artes do espectáculo e animações pedagógicas incentivando a animação do livro e da leitura com a HORA DO CONTO, incentivando a formação de crianças, jovens e adultos, assim como o intercâmbio cultural nacional e Internacional.
O espaço localiza-se na Rua Gil Vicente nº5 ( Edifício do Turismo no Centro Histórico) em Sintra. É o espaço ideal para os criadores e o público, uma vez que, além de instalar o Atelier e acervo documental e artístico da Maria Almira Medina, irá também possibilitar para a realização de exposições, debates, encontros artísticos, leituras, reflexões culturais, mostra de videos, ciclos musicais, pequenas encenações teatrais, bem como sessões da hora do conto.
O Executivo da Câmara de Sintra liderado pelo Dr. Fernando Seara está de parabéns e a Casa das Cenas – Educação pela Arte também. Sintra agradece.