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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Estação de Sabugo - Património Cultural Oitocentista de interesse público


Estação do Sabugo ( lado Norte)
Estação Ferroviária de Sabugo, também conhecida como Estação de Sabugo, é uma gare ferroviária da Linha do Oeste, que serve a União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar  no Concelho de Sintra.
Junto a esta estação (lado norte) podemos ainda encontrar a antiga gare de mercadorias que serviu, entre outros pormenores para se instalar uma unidade Fabril da Motra-Siemmens em 1964.
Estação do Sabugo ( lado Sul)
                                                                          Um pouco da sua História.               Em 1888, século XIX,  foi concluído e aberto à exploração pública aquele que se supunha vir a ser um dos grandes eixos ferroviários nacionais, Lisboa - Leiria. A construção da Linha do Oeste, assim designada, foi atribuída a Henry Burnay & Cª, porém, por contrato de 9 de Maio de 1883 foi a mesma transferida para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses que acabou por iniciar a sua exploração em 1887, então até Leiria.

Património de Interesse Público - A Linha do Oeste, via única não electrificada, com locomotivas a Diesel, ainda constitui uma oportunidade de encontrar, perto de Lisboa, uma linha ferroviária cujas características de exploração e manutenção contrastam vivamente com a modularidade plástico-insípida que se tornou regra no nosso panorama ferroviário Urbano. A tracção assegurada por automotoras Allan e das séries 450 remodeladas, as estações, entre elas a de SABUGO (ver fotos), de traço oitocentista, são (algumas) um deleite para os olhos. Os seus jardins eram imaculadamente tratados, vasos personalizados com o logo da CP, os alpendres em ferro a proteger os cais, o tipo de escrita dos painéis com os nomes das gares, a sinalética ou letreiro móvel, o reino do azulejo ferroviário, o mobiliário centenário, o apita o comboio para segurança dos passageiros, a calçada portuguesa com o nome da estação, as bandeirinhas na mão do chefe de chapéu branco e fato azul escuro. Estas particularidades fazem deste equipamento (bem como de outros de Norte a Sul do País) um património de interesse público. A Linha do Oeste é mencionada por escritores em peças de Teatro e uma referência aos estudiosos dos usos e costumes do Folclore Nacional.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Conselhos de Nuno Vicente - Um lutador pelo TEATRO em Sintra.

Nuno Vicente é mais um daqueles Sintrenses que sofre e ama pelo Teatro em Sintra. De sorriso brilhante tanto como o seu pensamento, diz com toda a liberdade e com toda a propriedade no plural, de quem conhece a realidade da Cultura/Arte e do Teatro em Sintra, particularmente, que " hoje lutamos literalmente pela sobrevivência com todo o desmantelamento e indiferença cínica para com tanto esforço que aqui em Sintra se fez da parte de tantos agentes culturais."  É essa parte da entrevista que quero aqui replicar e agradecer-lhe a sua frontalidade e a ajuda que presta a Sintra, aos Sintrenses e a todos os que fazem suas as palavras dele. Bem hajas NUNO.

Que conselhos quer deixar a quem queira hoje enveredar por uma carreira no teatro?
VICENTE
NUNO

Será possível um “ceticismo esperançoso”? O que se vivia em Portugal há vinte anos atrás quanto à possibilidade de reinventar o Teatro já nos soa a sonho distante dada a “noite escura” que nos acompanha nestes últimos anos. Se antes lutávamos pela dignificação, abertura e reconhecimento da diversidade artística de uma nação - em que Sintra teria sempre que ter tomada em conta pelas suas particularidades próprias - hoje lutamos literalmente pela “sobrevivência” com todo o desmantelamento e indiferença cínica para com tanto esforço que aqui em Sintra se fez da parte de tantos agentes culturais. Contudo, acredito, pleno de esperança, que “entre mortos e feridos” o Teatro sobreviverá e continuará sempre como espelho da Humanidade. A História mostra-nos que nos piores momentos, e nos maiores apertos, surgem sempre fulminantes raios de Luz. Acreditarei sempre que o Teatro contribui para uma sociedade mais saudável e responsável. Valores. Ética. Perante esta feroz luta pela sobrevivência são os valores e uma ética própria, que primeiros se ressentem. A crise de valores na nossa sociedade não iliba um bom ator de precisar deles para mergulhar a sério, a fundo. Esperança, Luz, Força, Amor. Basicamente o que espero para todos aqueles que procuro amar, no pão nosso de cada dia. Concordo com o meu caro irmão de teatro Rui Mário na reinvenção do teatro, em comunicar a necessidade e urgência de ver e ir ao teatro.

Toda a entrevista aqui.
Cenas de Sintra agradece a fotografia e o excerto da entrevista.




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Porquê a Festa da Hora do Conto de 1 a 5 de Outubro de 2014 em Sintra

3 crianças podia ser o titulo desta FOTO de uma sessão da Hora do Conto
Uma festa é uma solenidade comemorativa destinada a pessoas ou fatos importantes, Esta Festa é destinada a pessoas, que partilham com pessoas, desde tenra idade, o mundo dos sonhos e a vida das palavras com musica e silêncios a acompanhar. Esta Festa é destinada a fatos importantes, tão importantes que são por vezes comemorativos, como é o caso do Dia Mundial da Musica, no dia 1, como o dia 5  de Outubro a República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. É um fato que o Espaço Mª Almira Medina também é comemorado no dia 1º dia de Outubro, portanto dia de Festa. Mais, esta 2ª edição da Festa da Hora do Conto também estamos a comemorar os 20 anos do Grupo Acusa Teatro. E tem sido uma Festa cada vez que nos cruzamos com crianças, jovens e séniores em Bibliotecas, Museus, Casas de Cultura, Cine-teatros, Associações culturais, escolas do ensino básico e secundário e claro em Jardins de Infância. 
E é por causa destas festas todas, ao longo do ano, que queremos fazer uma grande Festa como esta, para continuar a preservar a oralidade e a palavra escrita; função e objecto de desenvolvimento cultural 
das comunidades urbana e rural.

APAREçA na FESTA.  

Mais info: festadahoradoconto.blogspot.pt

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sintra, Visitar e Conhecer

Visitar e Conhecer
Desde 1 Outubro de 2009

Aproveite para conhecer o património e paisagem cultural e as pessoas que preservam  e dignificam o " Eden Glorious " nas palavras do viajante e poeta Lord Byron. 
Aos domingos os munícipes do concelho de Sintra podem visitar gratuitamente (munidos de um comprovativo em como residem no concelho) os Palácios da Pena, Palácio da Vila, Monserrate, Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos, Palácio de Queluz. Bem pertinho da Piriquita e Páteo Sem Cantigas se tiver tempo e curiosidade visite o Espaço Maria Almira Medina | Hora do Conto Projeto da Casa das Cenas - Educação pela Arte.  José António Soares Figueira

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Hora do Conto - Era uma vez um Marinheiro no Museu de História Natural em Sintra

"Mais de oito dezenas de crianças assistiram, no dia 31 de Julho pelas 10.30h, à Hora do Conto - Era uma vez um Marinheiro, pela Casa das Cenas / Grupo Acusa – Teatro, em parceria com a Câmara Municipal de Sintra.
A sala de exposições temporárias do Museu de História Natural de Sintra foi o local escolhido para receber dois grupos de ATL, que se juntaram a outros visitantes do Museu para assistir a esta actividade destinada aos mais novos.
Animação Pedagógica no Museu de História Natural
Acompanhado musicalmente por Pedro Zigga e João Miranda, Jozé Sabugo, o contador de histórias, levou consigo pequenos marinheiros pelas águas turbulentas e calmas da imaginação e do sonho e animou as dezenas de crianças que estiveram no museu.
A entrada no Museu de História Natural de Sintra é gratuita e, no período de férias, é bastante visitado por grupos de crianças" Fonte C.M.S.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Alice Batalha, uma Sintrense que todos deveriam ouvir.

"Uma empresa encontra a sua verdadeira razão de existir se as actividades são orientadas para a realização de uma maior dignidade de vida, não só para aqueles que a compôem ou estão relacionadas com ela, mas também para a sociedade em geral". Quem disse este parágrafo foi um senhor,  que provavelmente visitou Sintra quando a dona Alice era menina, F.J.PHILIPS (Presidente do Grupo Philips).

Alice Batalha veio para Sintra aos 7 anos.
Portanto já vive há mais de 70 anos na Vila .
Mas quando Philips fala de uma EMPRESA, fala de todos. Do mais endireirado até ao que depende da esmola, digo ajuda, para que um ou outro encontrem na sociedade aquilo que faz com que a vida valha a pena ser vivida. Ora a dona Alice é daquelas pessoas que sentem alegria no seu dia a dia. É uma sensação fantástica trocar umas palavras, uma sensação profunda de querer sempre construir e edificar com os outros. Naquele dia, já  manhã está no seu final, dona Alice estava com o sentido no seu passado, quando a Vila tinha tudo. "...agora só tem é turistas que nem BOM DIA sabem dizer", atirou a meio da conversa.
O tudo que a dona Alice disse, é a excelência para se viver num local abençoado pelos DEUSES.
E lá foi dizendo: - a vila já teve 1 hospital, com igeija, casa mortuária e  cinco mparteiras, 5 mercearias, 4 padarias, 2 farmácias, 3 talhos, 1 mercado na Vila - a começar na torre do relógio até á portão traseiro do jardim do Palácio, 3 escolas, uma delas profissional da proteção das raparigas, 1 drogaria, 1 ferreiro para todo o serviço, 1 Dispensário (Instituto Nacional de Tuberculose), 1 Picadeiro, 1 eléctrico da Cª Atlântico de hora a hora - e remata- hoje não temos nada, aliás temos mas não é para as pessoas daqui,  qualquer dia nem pessoas temos. É uma vergonha - diz enquanto olha as horas.
- Já é a quase Meio-dia.
- (olho para o telemóvel)
- Tenho de ir fazer o almoço.
- Desculpe se a atrasei, já agora posso lhe tirar uma fotografia? É que para mim a dona Alice é uma pessoa famosa.
- Ó filho, nunca senti necessidade de sr melhor que ninguém. Agora o que tenho a dizer não mando recado. Sabes uma coisa, já vi o chafariz da vila, o que estava enfrente da Pensão Bristol, ir para a quinta da RIBAFRIA...
- E eu já vi parte do chafariz em mármore vermelho negrais, situado antes do Novo Hotel, na estefânia, levar outro caminho...
- Ó filho já me chega o que sei, vou indo, até logo!
- Obrigado pela conversa e pela fotografia!
Sentei-me no muro da Volta do Duche, com o Palácio da Vila ou das Chaminés como lhe chama o povo, a escrever o que tinha acabado de ouvir da dona Alice. Como amigo de Sintra estou a partilhar para mais ficarem a saber que o povo pode não falar com medo, mas ouve e está atento.
Segundo CASTILHO  "o coelho bravo que abunda (va) em Portugal, alimenta-se de ervas e de certos frutos, mas, de ordinário, só pasta de noite, a não ser nos dias muito grandes de Verão em que procura comida antes de o sol se esconder." Sintra até para os coelhos a vida  não está tão difícil.   JZ2014